O equipamento leva ao mirante da Garganta do Diabo, principal queda d'água do lado brasileiro do Parque Nacional do Iguaçu. O acesso havia sido fechado no dia 11 de outubro após o rio atingir a vazão de 8,5 milhões de litros por segundo. A média histórica no local é de cerca de 1,5 milhão de litros por segundo.
Na última segunda-feira (26), o fluxo chegou a 17,7 milhões de litros por segundo , 11 vezes acima da média. No decorrer do período, a Urbia+Cataratas, concessionária que gere o parque nacional, chegou a retirar as grades da passarela para garantir livre passagem da água e melhorar a fluidez do rio.
Neste sábado, o volume voltou ao patamar de 6,7 milhões de litros por segundo, permitindo a reabertura. "Além da vazão, que é um dos nossos critérios, estamos passando por uma avaliação técnica rigorosa, vistoriando toda a passarela, checando se a infraestrutura está ok para receber a visitação em segurança", explicou o gerente de Segurança e Saúde no Trabalho do parque, André Vieira, antes da liberação.
A interdição é uma medida preventiva e integra os protocolos de segurança adotados na unidade de conservação. O nível considerado seguro fica entre 7,5 e 8 milhões de litros por segundo, dependendo de avaliação da equipe técnica.
O aumento da vazão está relacionado às chuvas registradas na bacia do rio Iguaçu, que atravessa o estado do Paraná . A região sul do país vem registrando altos níveis de precipitação desde início do El Niño.