'Passageiro teve um problema': jornal relata cancelamento de voo suspeito de plano de fuga de Flávio

27/10/2026 12h15 Atualizado 27/10/2026 12h29 Um voo particular estava programado para partir, na madrugada desta terça, do Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú com destino a Miami. Quatros pessoas estariam a bordo. A lista de passageir

Por Admin ·

'Passageiro teve um problema': jornal relata cancelamento de voo suspeito de plano de fuga de Flávio

27/10/2026 12h15 Atualizado 27/10/2026 12h29

Um voo particular estava programado para partir, na madrugada desta terça, do Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú com destino a Miami. Quatros pessoas estariam a bordo. A lista de passageiros nunca foi entregue à imigração da Argentina, mas há suspeitas de que se destinava a Flávio Bolsonaro (PL) e à família dele. Quando os tripulantes chegaram ao terminal argentino com a aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, descobriram que o voo para os Estados Unidos já havia sido cancelado pela companhia aérea, segundo o jornal local Clarín.

Uma fonte disse ao jornal que foi dada uma única explicação para o cancelamento do voo: "Um dos passageiros teve um problema".

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Ao descobrirem o cancelamento, os dois pilotos e a comissória de bordo desembarcaram e foram passar a noite em um hotel na cidade de Puerto Iguazú, onde aguardam instruções da companhia Baires Fly, ainda segundo o Clarín.

A possível viagem ocorre após Flávio ser intimado à Polícia Federal para que entregasse seus passaportes em 24 horas — ele não cumpriu no prazo a ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apurou que, desde então, o senador não passou por nenhum ponto regular de migração brasileira. O político não se manifesta nas redes sociais desde a noite desta segunda.

A Direção Nacional de Imigração e a Casa Rosada afirmaram não ter registrado qualquer entrada de Flavio na Argentina. Diante da repercussão da suspeita, reportada na madrugada pelo site Infobae, as autoridades locais iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação retidas no Aeroporto Internacional de Iguaçu.

"Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", ressalta a nota das autoridades argentinas.

A Polícia Federal apura junto às autoridades argentinas se o senador deixou o país após ser derrotado neste domingo no segundo turno presidencial pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou à Argentina, em Puerto Iguazú, onde pegaria um voo particular rumo a Miami, nos Estados Unidos. O voo foi cancelado.

Segundo o jornal Clarín, a única explicação dada para o cancelamento do voo para Miami foi que "um dos passageiros teve um problema". E que a lista de passageiros nunca foi entregue ao Serviço de Imigração e Alfândega.

Flávio é investigado em dois inquéritos que tramitam no STF. Em um deles, é suspeito, ao lado do advogado Willer Tomaz, de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. Ele também é alvo de outro inquérito que investiga o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória de seu pai.

Durante a madrugada, o site argentino Infobae reportou que o senador brasileiro Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. Em um voo particular, ele teria partida prevista de Puerto Iguazú, na província de Misiones, às 2h da manhã, horário local, nesta terça-feira.

Segundo o site, Flávio teria cruzado a fronteira para a Argentina utilizando seu documento de identidade nacional. De Puerto Iguazú, ele viajaria para os Estados Unidos a bordo de uma aeronave Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly SA. A empresa solicitou liberação alfandegária e de imigração para quatro passageiros e três tripulantes.

No entanto, segundo o portal regional Misiones Online, a Administração Nacional de Aviação Civil da Argentina negou a permissão técnica de decolagem para o voo rumo a Miami. Fontes relataram à imprensa local que houve "discussões acaloradas" entre o comandante da aeronave e os inspetores do órgão regulador argentino. A autoridade teria mantido a ordem de retenção do jato na pista até que todos os requisitos normativos para o trajeto internacional fossem rigorosamente cumpridos.

As informações, até o momento, não foram confirmadas oficialmente.

Nesta segunda-feira, por volta de 20h, um comboio saiu da casa de Flávio Bolsonaro no Lago Sul, em Brasília. Não se sabe se o senador e a família estavam em algum dos carros.

Em meio às especulações sobre uma possível saída do Brasil após a derrota eleitoral e a determinação de apreensão de seu passaporte, o GLOBO procurou Flávio Bolsonaro (PL) em sua residência, em Brasília, nesta terça-feira, para tentar confirmar se o senador permanecia no país. A reportagem solicitou à portaria do condomínio que interfonasse para a casa do parlamentar e se identificou como integrante do jornal.

O porteiro confirmou que havia pessoas na residência e que o pedido de contato tinha sido encaminhado à casa, mas afirmou que não poderia dizer se Flávio estava no local.

O avião citado pelo Infobae — um Gulfstream G400 LV-JQW fabricado em 2004 pela Gulfstream Aerospace, de matrícula LV-JQW — saiu de Buenos Aires para Puerto Iguazú, na segunda, às 22h20.

De acordo com o jornal La Nación, o avião estava programado para decolar novamente às 2h da manhã com quatro passageiros — o destino não foi especificado. A partida foi cancelada, contudo, porque um dos passageiros do voo não se apresentou, de acordo com fontes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) familiarizadas com as operações no aeroporto de Misiones.

Segundo a polícia de Misiones, o avião permanece em Puerto Iguazú. Os pilotos são cidadãos argentinos.

O colunista do GLOBO Lauro Jardim reportou que a PF está checando com as autoridades argentinas se existe alguma confirmação sobre um suposto ingresso de Flávio Bolsonaro naquele país.

Segundo a colunista Bela Megale, do GLOBO, Flávio ainda não entregou seus passaportes à PF. O candidato derrotado na eleição havia combinado com integrantes de sua defesa que atenderia à intimação e entregaria os documentos às autoridades nesta manhã (27), o que ainda não ocorreu.

Procurado por amigos e aliados desde as primeiras horas da manhã desta terça, Flávio está incomunicável. O celular do senador nem chega a receber as mensagens e ninguém consegue falar com ele. Nesta segunda, após a ordem de Moraes, o senador ficou "possesso" e foi orientado a não deixar o país durante reuniões com aliados.

Questionado se Flávio está no Brasil, o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha do candidato do PL, respondeu que "sim". Em seguida, encaminhou uma reportagem da Bloomberg com uma declaração de Fabián Fernández, secretário de Comunicação e Imprensa do governo argentino, de que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não entrou no país.

Com a repercussão da reportagem do Infobae, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ironizou a possibilidade de fuga do irmão. "Sim. E é o Elon Musk que está mandando um foguete", respondeu ele ao UOL, ao ser questionado se o conteúdo do Infobae procedia.

Na sexta-feira, dois dias antes do segundo turno, Eduardo defendeu que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição.

À agência Bloomberg, nesta terça, a assessoria de imprensa do presidente argentino, Javier Milei, negou que Flávio Bolsonaro tenha entrado na Argentina. Alinhado ao bolsonarismo, o líder argentino é o único das Américas que não se pronunciou, até o momento, sobre a vitória de Lula.

Além disso, o Ministério da Segurança, chefiado por Alejandra Monteoliva, informou ao jornal La Nación não haver registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA), a Gendarmaria e a Polícia Federal estão sob a jurisdição da pasta.

Com alcance máximo de 7.800 km, o G400 enquadra-se na categoria de jatos executivos de cabine larga com desempenho intercontinental, capaz de cumprir rotas típicas como São Paulo–Miami em voo direto. A distância entre Puerto Iguazú, no extremo norte da Argentina, e destinos clássicos na Flórida, como Miami ou Orlando, é bem menor do que esse teto de alcance, o que permite um voo direto em termos de combustível e reservas.

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