26/10/2026 12h55 Atualizado 26/10/2026 12h59
O posicionamento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de não reconhecer o resultado das urnas que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da SIlva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto não foi acompanhado por partidos que o apoiaram no segundo turno. Os presidentes nacionais do União Brasil, Antonio Rueda, do Republicanos, Marcos Pereira, e do Podemos, Renata Abreu, se manifestaram parabenizaram a reeleição do petista.
O PL, partido de Flávio, ainda não se manifestou sobre o resultado.
Em nota, o presidente do União Brasil disse que o resultado deve “ser respeitado por todos”. Na noite de domingo, após a confirmação da derrota, Flávio questionou a vitória de Lula e disse que as “eleições deveriam ser anuladas”.
“Cumprimento o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição à Presidência da República, confirmada neste domingo, 25 de outubro, no segundo turno das eleições de 2026. Estendo cumprimentos ao vice-presidente Geraldo Alckmin. A soberania popular se manifestou de forma livre nas urnas, e o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral deve ser respeitado por todos”, declarou Rueda.
O presidente do partido também sinalizou “disposição de apoiar medidas e ações por um Brasil que cresça, gere empregos e reduza as desigualdades, em benefício de todos os brasileiros”.
O União Brasil, que indicou ministros ao longo do atual governo, forma uma federação com o PP, que ainda não se manifestou sobre o resultado. Procurado, o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI), não comentou.
O presidente do Republicanos foi outro a parabenizar Lula e dizer que ele precisará governar também para os eleitores de Flávio Bolsonaro. “Parabenizo o presidente Lula pela reeleição. O novo mandato traz a responsabilidade de governar para todos os brasileiros, inclusive os que votaram em Flávio Bolsonaro, com respeito às diferenças e diálogo com o Congresso Nacional. É o que esperamos em favor do Brasil”, disse Marcos Pereira.
A mesma linha foi adotada pela presidente do Podemos, que parabenizou Lula pelo resultado.
“O Podemos parabeniza o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e deseja que seu governo tenha sabedoria e responsabilidade para conduzir o país e governar para todos os brasileiros. O Podemos seguirá atuando com independência no Parlamento, colocando os interesses do Brasil e da população acima de qualquer disputa política”
A federação União-PP, o Republicanos e o Podemos adotaram neutralidade no primeiro turno da eleição presidencial, mas mudaram de posição e decidiram apoiar Flávio no segundo turno, após o candidato do PL ter conseguido chegar na frente na primeira fase da disputa, com 47,03% dos válidos contra 45,16% do petista.
Apesar de apoiarem Flávio no segundo turno, as legendas do Centrão tiveram cargos no governo Lula. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou aliados para o comando dos ministérios da Integração Nacional e das Comunicações. Já o Republicanos teve o deputado Silvio Costa Filho no comando do Ministério dos Portos e Aeroportos até abril deste ano, quando ele saiu do cargo para disputar as eleições.
Além das legendas que estiveram com Flávio no segundo turno, outros partidos também reconheceram o resultado que elegeu Lula. O MDB, que teve 17 diretórios estaduais com Flávio na segunda fase disputa, foi outro que cumprimentou o petista pela vitória. PSD e PSDB, que não se posicionaram, também cumprimentaram o presidente pela reeleição.
O presidente do Missão, Renan Santos, que foi candidato no primeiro turno e não apoiou nenhum dos dois candidatos no segundo, também reconheceu o resultado e descartou que a eleição tenha sido fraudada.
– Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi – disse durante transmissão ao vivo nas redes sociais.
Já o Avante, partido que teve Augusto Cury como candidato no primeiro turno, ainda não se posicionou sobre o resultado. Cury, que apoiou Flávio no segundo turno, também não se manifestou.
Por sua vez, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, assim como Flávio, questionou o resultado da disputa. A legenda lançou Romeu Zema no primeiro turno e apoiou o senador do PL no segundo.
"O resultado da eleição é a prova de que o Brasil não é uma democracia. Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública e o STF pra se manter no poder. Temos três ações pedindo a cassação da chapa de Lula. Cabe agora à Justiça cumprir seu papel, se ainda existe Justiça nesse país".
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