Empatados com 25 títulos cada um, os dois países concentraram ao longo da história 75% das conquistas no torneio. O Uruguai aparece em terceiro na lista histórica de campeões, mas bem atrás dos líderes, com oito títulos. Colômbia (3), Paraguai (3), Chile (1) e Equador (1) também conseguiram, em um momento ou outro, desafiar o domínio das potências do continente.
Ao longo de suas 66 edições, a Libertadores teve alguns períodos marcados por hegemonias construídas por Argentina e Brasil . Nas décadas de 1960 e 1970, a Argentina dominou o torneio, com 12 títulos, contra apenas três do Brasil.
O Independiente conquistou quatro taças consecutivas entre 1972 e 1975, enquanto Estudiantes e Boca Juniors também tiveram papel importante nesse período.
Foi nessa época que Palmeiras e Estudiantes tiveram o primeiro encontro decisivo na competição, na edição de 1968, vencida pelos argentinos. Na ocasião, o troféu foi definido após três partidas. Na primeira, o time de La Plata venceu por 2 a 1. Em São Paulo, a equipe paulista fez 3 a 1.
Como o regulamento da época não considerava o saldo de gols, a igualdade de pontos levou a um duelo extra em campo neutro. No estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, o Estudiantes fez 2 a 0 e ficou com o troféu.
Agora definida em jogo único, a final deste ano levará novamente Palmeiras e Estudiantes ao lendário estádio uruguaio, no dia 28 de novembro. O cenário será ainda mais especial para o uruguaio Alexander Cacique Medina, técnico do time argentino.
Após eliminar o Flamengo na semifinal, em pleno Maracanã, ele celebrou a jornada da equipe no torneio. "Para mim, como uruguaio, o Maracanã e o Centenário são dois templos da nossa história. Imagine o que eu sinto hoje por dentro, passar por um time brasileiro neste estádio e ir enfrentar outro brasileiro no Centenário", afirmou.
A vitória do Estudiantes em 1968 ajudou os argentinos a terminarem a década de 60 com cinco títulos contra dois dos brasileiros, ambos conquistados pelo Santos de Pelé, em 1962 e 1963. Na década seguinte, o domínio dos vizinhos sul-americanos foi ainda maior, com sete taças contra uma do Brasil, conquistada pelo Cruzeiro, em 1976, em seu primeiro título.
A Argentina terminou o século 20 com 17 títulos da Libertadores, contra 11 do Brasil. A partir de 2001, porém, os brasileiros deram à arrancada que os levou ao atual cenário de empate.
Nas 25 edições concluídas entre 2001 e 2025, clubes brasileiros conquistaram 14 títulos, o dobro dos sete argentinos. A mudança se acentuou entre 2019 e 2025, quando o Brasil emplacou sete conquistas consecutivas e chegou a 25 taças no total histórico, igualando a Argentina.
O último clube de fora do Brasil a vencer a competição foi o River Plate, em 2018, quando derrotou seu arquirrival Boca Juniors na decisão.
Depois disso, quatro clubes brasileiros venceram as sete edições seguintes. O Flamengo conquistou três títulos (2019, 2022 e 2025), seguido pelo Palmeiras (2020 e 2021), com dois. Fluminense (2023) e Botafogo (2024) completaram a lista de campeões nos últimos anos.
São Paulo (2005), Internacional (2006 e 2010), Santos (2011), Corinthians (2012), Atlético-MG (2013) e Grêmio (2017) completam a lista de equipes brasileiras que venceram o torneio continental neste século.
Depois de eliminarem, respectivamente, Fluminense e Flamengo nas semifinais, Palmeiras e Estudiantes terão agora a chance de alçar seus países ao topo do ranking histórico de títulos. Para a equipe alviverde, uma vitória teria ainda o sabor de uma revanche, além de deixar o clube empatado com o Flamengo como o brasileiro com mais conquistas na Libertadores.
Atualmente, o time carioca soma quatro troféus, contra três do time alviverde, dois deles conquistados já sob o comando de Abel Ferreira , que vai disputar a decisão do torneio pela quarta vez e vê seu elenco pronto para ser campeão novamente.
"Nossos atletas estão preparados, normalizamos algo muito difícil, chegar na final da Libertadores", disse.