Padre investigado por trama golpista diz que ninguém pode obrigar católico a votar em comunista

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva, que chegou a ser investigado pela Polícia Federal no inquérito sobre a trama golpista após as eleições de 2022, publicou uma mensagem dizendo que nenhum clérigo pode obrigar católicos a votar em can

Por Admin ·

Padre investigado por trama golpista diz que ninguém pode obrigar católico a votar em comunista

"Nenhum padre ou bispo tem o direito de obrigar você a votar em comunista!", ele começa assim uma série de posts publicada nesta sexta (23) no Instagram.

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A publicação ocorre após a CNBB divulgar uma nota em defesa do Estado Democrático de Direito e da Constituição . Também circula uma carta atribuída a um grupo de bispos que orienta a não escolher Flávio Bolsonaro ( PL ) nas urnas.

O padre José Eduardo reúne trechos de documentos da Igreja Católica para defender a liberdade de consciência dos fiéis nas escolhas políticas, mas também inclui uma condenação histórica ao comunismo.

O post também reproduz uma frase do Catecismo da Igreja Católica: "O homem não deve ser forçado a agir contra a própria consciência".

Ele cita ainda o papa Pio 11, que afirmou, em 1937, que "o comunismo é intrinsecamente perverso".

Pároco da Diocese de Osasco, José Eduardo é uma figura conhecida do conservadorismo católico , que ganhou projeção por suas posições contrárias ao aborto e a pautas progressistas.

O sacerdote foi indiciado pela PF em novembro de 2024 na investigação sobre uma suposta tentativa de manter Jair Bolsonaro (PL) no poder após a derrota para Lula ( PT ). A suspeita era de que ele teria integrado o núcleo jurídico da articulação golpista. O padre negou envolvimento em atividades criminosas e afirmou que seus contatos com autoridades tinham caráter de aconselhamento espiritual.

Em março de 2026, a investigação contra ele foi arquivada pelo ministro Alexandre de Moraes , do STF (Supremo Tribunal Federal), após a Procuradoria-Geral da República não apresentar denúncia.

A publicação não menciona candidatos específicos nem apresenta exemplos de religiosos que tenham obrigado fiéis a votar em comunistas.