Liberman, entretanto, continua dizendo que não aceitará formar um governo com apoio dos partidos árabes , compostos pela minoria palestina que possui cidadania israelense e mora em Israel. Essas siglas obtiveram um resultado recorde na eleição do último dia 27 , obtendo 19 cadeiras, e se tornaram indispensáveis para qualquer maioria anti-Netanyahu no Knesset, o Parlamento israelense.
Após reunião com Eisenkot nesta segunda, Liberman disse à imprensa que seu partido recomendará o nome de Eisenkot ao presidente de Israel, Isaac Herzog, responsável por coordenar as negociações de coalizão . Entretanto, também afirmou que não vai cooperar com os partidos árabes, acusando-os de serem apoiados pela Autoridade Palestina, que governa parcialmente a Cisjordânia ocupada .
"Não podemos permitir essa ligação no governo", disse Liberman. "Fui claro a respeito disso [na reunião com Eisenkot]. Um governo minoritário não vai acontecer", afirmou, dizendo que esse tipo de coalizão —na qual a oposição judaica não tem maioria, mas governa com o apoio tácito dos partidos árabes— não duraria muito.