"Faremos um show mais longo do que no Monsters of Rock", diz o guitarrista Fredrik Akesson, de seu estúdio, nos arredores de Estocolmo. "Devemos tocar cerca de duas horas e fazer um grande apanhado de nossa carreira, o que não é fácil para uma banda com tantos discos. Escolher uma lista de músicas para um show significa deixar muita coisa boa de fora e matar vários de nossos amados filhinhos."
A banda ainda toca seu mais recente LP, de 2024, "The Last Will & Testament", 14º disco de estúdio do grupo surgido em Estocolmo, em 1990. O Opeth é considerado um dos grandes nomes do metal progressivo, com canções longas e influenciadas por música clássica , blues e folk.
"Sinceramente, não consigo definir nossa música", afirma Akesson. "Só posso dizer que ela é uma mistura de tudo que amamos e tudo que Mikael [Akerfeldt, vocalista, guitarrista, principal compositor e membro mais longevo da Opeth] acha que devemos explorar."
Akesson tem 54 anos, está na banda há 19 e, antes de entrar para o Opeth, passou alguns anos no conjunto sueco de hard rock Talisman. "A verdade é que me encontrei no Opeth", diz o guitarrista. "Temos feito discos cada vez mais elaborados e interessantes, e, para um músico, é um desafio tentar coisas diferentes."
"The Last Will & Testament" é um álbum conceitual que conta uma história logo após a Primeira Guerra sobre um homem muito rico cujo testamento revela segredos terríveis sobre sua família. Ian Anderson, flautista e líder da banda Jethro Tull, participa de cinco faixas, tocando flauta e fazendo uma narração misteriosa.
"Eu ouço e amo o Jethro Tull desde que tinha 12 anos", diz Akesson. "Então, passar um tempo no estúdio na companhia de uma lenda como Ian foi algo surreal. Eu amo a música dele."