A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e uso de empresas e terceiros para dissimular a propriedade de bens e valores. Os agentes cumprem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De banco a sede do Legislativo do Rio: Revista revisita história e transformações do Edifício Lúcio Costa Megaoperação no Alemão: mais de 4 mil horas de imagens das câmeras corporais 'Meu filho ficou apodrecendo no chão': mãe de morto na megaoperação do Alemão dirigiu por 20 horas para buscar o corpo
Três dos quatro endereços alvos da operação são salas comerciais ligadas ao pastor Márcio Poncio, preso na quinta fase da Unha e Carne sob suspeita de integrar a chamada Máfia do Cigarro. O quarto imóvel pertence a um sobrinho do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como chefe do grupo criminoso, segundo informações do Bom Dia Rio, da TV Globo.
Os locais são apontados como estruturas operacionais e administrativas do grupo investigado e em um imóvel residencial ligado a um dos principais operadores identificados pela investigação. A PF busca documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos que possam contribuir para o avanço das apurações.
A nova etapa foi desencadeada a partir da análise de informações obtidas após a quinta fase da operação, especialmente de dados extraídos do celular apreendido com um dos investigados. Segundo a PF, o material revelou novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais que seriam utilizados pelo grupo para administrar, ocultar e movimentar recursos financeiros.
'Quem matou Rosalina?': cinzas de vítima que disputava herança de R$ 80 milhões estão em igreja. Caso vira tema de podcast
As investigações identificaram indícios de uma rede patrimonial que incluiria imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, pessoas próximas e terceiros formalmente sem vínculo com o núcleo investigado. De acordo com as apurações, esses bens e negócios permaneceriam sob a administração de integrantes da organização criminosa.
A PF também apura o uso recorrente de dinheiro em espécie e movimentações financeiras cuja rastreabilidade seria incompatível com os valores envolvidos. As suspeitas incluem ainda o emprego de empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive em jurisdições com tributação favorecida, além da possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para ocultar a titularidade de bens de alto valor.