Cerca de 360 policiais civis e militares participam, na manhã desta sexta-feira, de uma operação contra uma organização criminosa que roubava carros de alto valor sob encomenda, adulterava os veículos e também vendia automóveis nas redes sociais e em grupos de WhatsApp por preços muito abaixo dos praticados no mercado. A ação ocorre na comunidade Jardim Novo, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, e tem como objetivo cumprir oito mandados de prisão preventiva. A investigação também revelou envolvimento do grupo com o tráfico de armas.
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Batizada de Operação Sinal Oculto, a ofensiva é conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), com apoio do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq). Esta é a segunda fase da investigação que começou no início deste ano, após policiais identificarem perfis nas redes sociais que ofereciam veículos de alto valor a preços suspeitos.
Segundo a polícia, a quadrilha atendia a encomendas de receptadores espalhados por diferentes estados do país, que escolhiam os modelos a serem roubados. Para adulterar os automóveis, os criminosos copiavam dados de veículos legalizados, como chassis e placas, e os utilizavam nos carros roubados.
— Eles utilizavam diversas plataformas e outros grupos de WhatsApp, para anunciar veículos clonados que anteriormente haviam sido roubados. Eles utilizavam matrizes regulares de carros, com chassi e placa legais, e, de acordo com a encomenda do cliente, saíam às ruas com seu grupo armado para efetuar roubos e possibilitar a adulteração e a revenda para esses indivíduos — explicou o delegado Thiago Neves, responsável pela investigação, em entrevista ao Bom Dia Rio, da TV Globo.
A primeira fase da operação ocorreu em 27 de agosto, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão. O material recolhido permitiu identificar 15 suspeitos e chegar aos alvos da nova etapa, realizada com o apoio de dois veículos blindados. Até o momento, seis pessoas foram presas e uma foi baleada. Os agentes também apreenderam armas, drogas e uma grande quantidade de materiais de veículos roubados.
— Foram 15 pessoas identificadas. Até o momento, temos seis presos, um baleado, armas, drogas e uma grande quantidade de materiais de veículos roubados recuperados, que estão sendo trazidos para a Cidade da Polícia — afirmou Neves.
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Investigação também identificou negociações de armas
O aprofundamento das apurações revelou indícios de que a atuação do grupo não se restringia ao comércio ilegal de veículos. A análise de materiais eletrônicos e registros de comunicação identificou possíveis conexões de integrantes da organização com o tráfico de armas.
Ao todo, os investigadores analisaram 19.777 mensagens e 2.324 áudios. No material, foram encontradas referências a negociações de fuzis AK-47, armamentos de calibre .50 e pistolas de uso restrito. Também foram identificados registros de investigados portando armas de grosso calibre.
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Na primeira fase da Operação Sinal Oculto , policiais civis cumpriram 37 mandados de busca e apreensão e prenderam um homem apontado como um dos principais integrantes do esquema.Na ocasião, durante a ação na comunidade Jardim Novo, criminosos atacaram as equipes policiais a tiros. Um policial civil foi atingido no rosto por um disparo que transfixou a face. Ele sofreu ferimentos graves.