O material recomenda evitar estereótipos, sensacionalismo e práticas que exponham mulheres negras a nova violência na produção de reportagens.
Feita com a agência Alter Conteúdo, a cartilha parte de relatos da Rede Empoderando Mulheres Negras para o Enfrentamento à Violência Racial e de Gênero. A primeira edição tem 42 páginas e está disponível gratuitamente em versão digital .
A publicação analisa a representação de mulheres negras na imprensa e orienta da escolha de fontes à edição.
Entre as recomendações, o guia orienta jornalistas a praticar a escuta ativa, evitar perguntas que responsabilizem as vítimas pela violência sofrida e respeitar os limites das entrevistadas. Sugere ainda avisar sobre perguntas sensíveis e preservar o sentido dos depoimentos na edição.
O documento recomenda ainda ampliar a diversidade de fontes, incluindo mulheres negras como especialistas em diferentes áreas, e não apenas como personagens de reportagens sobre racismo e violência.
A cartilha também apresenta uma lista de perguntas para ajudar jornalistas a identificar, antes da publicação, possíveis estereótipos, verificar a diversidade de perspectivas e avaliar se a linguagem utilizada respeita a dignidade das pessoas retratadas.
Fundada em 1992, a Criola é uma organização da sociedade civil conduzida por mulheres negras e dedicada ao enfrentamento do racismo e à promoção de direitos.