No mês passado, teve início um ensaio com a Ervebo , uma vacina aprovada contra a cepa Zaire do vírus ebola, a mais comum, mas não contra a variante Bundibugyo, disse a jornalistas o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. "Hoje, os grupos de especialistas da OMS recomendam acrescentar dois candidatos a vacina a esses ensaios", acrescentou.
Ambos candidatos agem contra a cepa Bundibugyo, que causou mais de 5.300 mortes na República Democrática do Congo (RDC) em mais de cinco meses, de um total superior a 10.400 casos.
Um caso foi detectado na Nigéria e outros nove, incluindo duas mortes , no Quênia , em outubro.
Uganda registrou 20 casos, um deles fatal, mas a OMS declarou oficialmente o país livre do ebola .
Um dos dois novos candidatos à vacina, ChAdOx1, é um vetor derivado de adenovírus. Ele foi desenvolvido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em colaboração com o Serum Institute of India. O outro, concebido pelo grupo norte-americano Moderna, utiliza a tecnologia de RNA mensageiro.
"As vacinas são ferramentas poderosas, mas não substituem as medidas comprovadas que podem salvar vidas agora: atendimento precoce, rastreamento de contatos, isolamento, sepultamentos seguros e dignos e envolvimento das comunidades com base na confiança", lembrou o diretor da OMS.