Os congestionamentos começaram após alterações no fluxo de veículos na chegada ao local por conta das obras de ampliação do aeroporto. As medidas foram adotadas no último dia 17.
Ao custo de R$ 2,4 bilhões, a espanhola Aena, que assumiu a gestão de Congonhas há pouco mais de dois anos, terá de reformular o aeroporto até junho de 2028. O projeto contempla a ampliação e modernização do terminal de passageiros e do pátio de aeronaves.
Em nota à Folha , a concessionária afirma que as mudanças viárias foram necessárias para prosseguimento das obras e que um monitoramento interno não apontou "aumento no trânsito médio das vias após a implementação das mudanças."
A principal alteração no aeroporto será a construção de uma nova área de embarque, com 19 pontes de acesso direto aos aviões, contra as 12 de hoje.
A reorganização do fluxo de veículos foi anunciada na semana passada pela Aena. Foi alterado o percurso dos carros que chegam pelo túnel Paulo Autran em direção às áreas de embarque e desembarque do aeroporto.
A concessionária acabou fechando uma área antes destinada aos taxistas, a poucos metros da entrada do aeroporto.
Pelo novo trajeto, os motoristas precisam virar à direita após a saída do túnel e contornar o bolsão de táxis para chegar às áreas de embarque, desembarque e estacionamento.
Motoristas ouvidos pela Folha na terça-feira (27) relataram que o tempo médio do trajeto chega a 25 minutos no horário de pico.
"Antes demorava três ou quatro minutos. Agora está terrível. Tem passageiro perdendo o voo porque ficamos parados dentro do túnel sem conseguir sair", diz Eraldo Leandro Ferreira Gomes, 71, que há três décadas trabalha em um ponto de táxi em Congonhas.