Espero um Estado que ofereça um ensino capaz de expandir a renda e elevar a produtividade —o desempenho dos alunos brasileiros no Pisa está baixo e praticamente estagnado desde 2009. É inaceitável que jovens saiam do ensino médio sem saber regra de três ou interpretar textos. Que amplie investimentos em infraestrutura por meio de parcerias com a iniciativa privada e enfrente a precariedade do saneamento, que também sobrecarrega a saúde. É vexatório que mais de 40% da população não tenha acesso à rede coletora de esgoto . Espero que o próximo governo abandone a ilusão de sustentar o crescimento pelo estímulo permanente ao consumo com gastos públicos. Produtividade exige concorrência, abertura econômica, menos obstáculos ao empreendedorismo, segurança jurídica e trabalhadores qualificados.
Escrevo esta coluna sem saber o resultado das eleições , mas não importa. Infelizmente, seja quem for o vencedor, pouco disso tudo parece ter chance de acontecer. A resistência brasileira a medidas desse tipo é histórica. Nesta terra, em se plantando, tudo dá. Exceto liberalismo, Pero Vaz. Aqui, intervencionismo, patrimonialismo e corporativismo se espalham como erva daninha. Desde 2018, porém, a polarização político-ideológica agravou o problema: o país está refém de uma disputa populista, mais preocupada com a conquista do poder do que com uma solução racional e duradoura para o principal problema nacional: a pobreza.