O que conhecer nas ruas mais descoladas de São Paulo, Rio, Recife e BH

Há uma década, a rua do Senado, no centro do Rio de Janeiro , tinha alguns antiquários e uma loja de bebidas, o centenário Armazém do Senado, com rodas de samba aos fins de semana. De lá para cá, virou ponto de encontro entre jovens, com re

Por Admin ·

O que conhecer nas ruas mais descoladas de São Paulo, Rio, Recife e BH

Em São Paulo , o movimento que transformou a rua dos Pinheiros , na zona oeste, aconteceu um pouco antes. Até 2009, quando foram retirados os tapumes das obras do metrô, havia bares e restaurantes de bairro, oficinas mecânicas e prestadores de serviço. Hoje, o trecho entre as avenidas Pedroso de Moraes e Rebouças é um dos principais corredores gastronômicos da cidade.

Quando a gente analisa a história das ruas brasileiras que viram pontos de encontro, existe uma mistura bem dosada de tradição e modernidade. Imóveis antigos e preservados convivem com estabelecimentos jovens e descolados como por exemplo bares, restaurantes, espaços culturais e lojas.

A transformação, no entanto, sempre depende de algum empreendedor mais corajoso que, atraído pelo aluguel camarada, topa correr o risco. Quando o empresário Lúcio Vieira decidiu abrir o restaurante Lilia na rua do Senado, no alto de um sobrado do século 19, tinha poucas pistas do que viria a seguir.

"A galera mais antenada já havia reparado que acontecia algo parecido em São Paulo, na região da República, mas tinha receio. O Armazém do Senado era point da velha guarda do samba, mas não vinha ninguém de outros bairros para cá, muito menos turistas", lembra Vieira, que depois abriu mais dois bares na rua: o Labuta Bar e o Braseiro Labuta.

Chico Ferreira e Gil Carvalhosa Leite, sócios do Le Jazz, viveram algo parecido em 2009. Alugaram uma loja na rua dos Pinheiros, antes ocupada por uma oficina. As obras do metrô haviam deixado de herança uma série de imóveis desocupados.