27/10/2026 13h27 Atualizado 27/10/2026 13h27
Aceleração dos batimentos cardíacos, ansiedade antes de um encontro e a impressão de que a pessoa amada não tem defeitos. A paixão provoca reações que vão além das emoções e envolvem mudanças no funcionamento do cérebro e na liberação de hormônios. Os mesmos mecanismos ajudam a explicar por que o início de um romance pode ser tão intenso, por que o fim de uma relação dói fisicamente e até como um hábito aparentemente banal pode provocar uma perda repentina de atração.
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A sensação de borboletas no estômago tem relação com a resposta do organismo à expectativa e à ansiedade. No início de um relacionamento, a possibilidade de encontrar alguém por quem se está atraído pode desencadear a liberação de adrenalina, que acelera os batimentos cardíacos e aumenta o estado de alerta.
A dopamina também participa desse processo. Ligada aos mecanismos de motivação e recompensa do cérebro, ela ajuda a explicar a vontade de estar com a pessoa, a expectativa por uma mensagem e a euforia de um encontro. Cada interação prazerosa pode reforçar o desejo de repetir a experiência.
Outro hormônio envolvido é a ocitocina, associada à proximidade e à formação de vínculos. O contato físico, os beijos e os carinhos podem estimular sua liberação, contribuindo para a sensação de intimidade. A vasopressina também está relacionada aos processos biológicos que participam da construção de laços afetivos.
É a combinação dessas respostas que ajuda a explicar por que a paixão pode ser acompanhada de entusiasmo, nervosismo e desejo. Embora a experiência varie de pessoa para pessoa, o corpo também participa daquilo que costuma ser descrito como uma sensação difícil de controlar.
Por que a paixão faz a outra pessoa parecer perfeita?
No começo de um romance, é comum dar mais atenção às qualidades do parceiro e relevar comportamentos que, mais tarde, passam a incomodar. Essa percepção ajuda a entender a expressão “o amor é cego”.
A intensidade da paixão pode influenciar a maneira como interpretamos as atitudes de alguém. Quando estamos envolvidos, experiências positivas e momentos de proximidade podem ocupar um espaço maior na avaliação da relação. Com o tempo, a convivência traz novas informações, e características antes ignoradas passam a ficar mais evidentes.
A conexão afetiva pode estar associada a benefícios para a saúde. A ocitocina participa de processos ligados ao vínculo social e à regulação do estresse, enquanto pesquisas sobre relacionamentos amorosos apontam possíveis relações com maior atividade física, melhora do sono e redução de sintomas depressivos.
Esses efeitos, porém, não são universais. A paixão também pode vir acompanhada de ansiedade, irritabilidade e preocupação constante com o relacionamento. Em alguns casos, o envolvimento é tão intenso que outras áreas da vida, como o trabalho, os exercícios físicos e as amizades, acabam ficando em segundo plano.
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Este quiz foi produzido pelo projeto Irineu, a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.