O furo do Alasca e o jornalismo profissional

Na véspera das decisivas eleições de meio de mandato que levaram Donald Trump a perder o controle do Congresso e ver diminuído seu poder pelos próximos dois anos, seus últimos na Casa Branca, o New York Times publicou importante informação exclusiva sobre a co

Por Admin ·

O furo do Alasca e o jornalismo profissional

O jornal revelou que assessores da candidata democrata Mary Peltola recrutaram e fizeram campanha para um homônimo de seu rival republicano , Dan Sullivan, como maneira de dividir os votos no oponente, numa corrida que será decidida por uma margem ínfima.

Até este texto ser publicado, a estratégia vinha dando certo. Na apuração parcial desta quarta-feira (4), o Sullivan verdadeiro liderava por 974 votos a mais que Peltola, enquanto o homônimo somava 3.498 votos. Se nenhum candidato superar 50% dos votos de primeira preferência, os votos da segunda preferência serão redistribuídos em 18 de novembro. A Justiça pode entrar no caso .

Kellen Browning, repórter do "Times", ouviu 12 pessoas ao longo de dois meses e reuniu documentos e dezenas de mensagens. Uma das fontes era Elisa Rios, ex-chefe da campanha de Peltola, demitida em agosto. Ela dera entrevistas que podiam ser publicadas. Quando o jornal se preparava para soltar a reportagem, pediu por escrito para retirar tudo o que dissera.