Considerando os locais onde os eleitores votam —que inclui, por exemplo, escolas e universidades— houve alteração em 111. A segunda etapa do pleito será realizada no domingo (25).
Segundo a corte, as mudanças afetaram 0,09% do total de seções do país e cerca de 139,2 mil eleitores. A maior parte (64) foi em Minas Gerais, seguido por Pará (58). Em São Paulo, por sua vez, foram 27 seções alteradas.
Veja como consultar se o seu local de votação foi alterado
A seção eleitoral é a unidade em que o eleitor vota, geralmente uma sala dentro do local de votação, com uma urna eletrônica e uma mesa de mesários. Já o local de votação é um estabelecimento que pode abrigar várias seções eleitorais, como uma escola, universidade ou prédio público.
As alterações, segundo o TSE, acontecem por motivos extraordinários e só são feitas quando os tribunais regionais identificam riscos aos eleitores. Entre as possíveis causas apontadas estão problemas de infraestrutura nos prédios, questões de segurança pública e situações climáticas, como queimadas e fortes chuvas. Em alguns casos, a transferência ocorre de forma preventiva.
Na segunda-feira (19), os presidentes dos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) assinaram nota conjunta para dizer que as mudanças eram "excepcionais" e representam número menor do que em 2022.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques , afirmou na sessão de terça (20), que a alteração, até o momento, era 94% menor do que nas eleições gerais passadas.
As mudanças nos locais de votação na última semana antes do pleito geraram confusão pela divergência nos números disponibilizados no site do TSE. No último sábado (17), o portal chegou a apontar alteração em 4.289 seções. No domingo (18), caiu para 1.397.
O secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito, disse, em entrevista à GloboNews, que a divergência ocorreu porque o sistema do tribunal considerou as alterações de locais do primeiro turno.