Ainda assim, Nova Orleans tem um lugar destacado no imaginário americano, talvez justamente por sua posição sui generis. Afinal, falamos do berço do jazz , dos bordéis e cabarés onde os marinheiros apostavam seus soldos e do Mardi Gras, o carnaval local.
As culturas que se estabeleceram ali —os nativos, depois os franceses, em seguida os espanhóis e, por fim, os ingleses e africanos escravizados nas plantations— fermentaram um caldo de sons, cheiros e ritmos que não existe em outro lugar do país.
O French Quarter é o ponto de partida. Trata-se do centro histórico , um conjunto de cerca de 70 quadras tomadas por casarões centenários, com suas varandas de ferro típicas.
Por ali circulavam colonos, prostitutas e piratas. Diz a lenda que um desses corsários tinha uma ferraria, hoje um bar que leva o seu nome, o Lafitte’s Blacksmith Shop, que já serviu muita bebida a boêmios como Tennessee Williams, William Faulkner e, mais recentemente, Nicolas Cage.
O French Quarter foi uma das poucas áreas poupadas pelo Katrina , que em 2005 alagou 80% da cidade —é comum ouvir do pessoal histórias sobre o furacão.