Mais de cinco décadas de rock progressivo brasileiro estarão representadas no palco do Theatro Municipal João Caetano, no Centro, na sexta-feira e no sábado próximos. A cidade recebe os dois últimos dias da nona edição do CaRIOoca ProgFestival, com apresentações das bandas Solis e Anima Dominium, ambas do Rio, no primeiro dia; e da Prognoise, de Porto Velho (RO), e Spin XXI, de Niterói, na noite de encerramento.
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Formada na década de 1970, a Spin XXI surgiu no mesmo período em que o rock progressivo ganhava espaço no Brasil. Ao longo de mais de 50 anos, o grupo manteve a produção musical e desenvolveu uma sonoridade que combina elementos do rock sinfônico, do jazz, da música brasileira e da música de concerto. A banda prepara o lançamento do segundo álbum, “A história de uma vida e as marcas do tempo”, previsto para o fim deste ano.
Para Kakao Figueiredo, integrante da banda, voltar ao Municipal de Niterói tem um significado especial. A apresentação será a quarta da banda no espaço, que ele descreve como um lugar importante para a música progressiva.
— Começamos aqui (no Theatro Municipal) fazendo shows. Então, estar na cidade pela quarta vez tocando é uma experiência memorável. Vai ser sempre um prazer voltar a essa casa maravilhosa, que é um templo da música progressiva no Rio e no Brasil — afirma.
O músico também destaca a mistura de influências que caracteriza o som da banda, com referências do jazz, da música clássica e da música brasileira. Entre elas, os Mutantes, o grupo Módulo Mil, Milton Nascimento e o Clube da Esquina.
Na abertura da programação de sábado quem tocará será a Prognoise, criada em 2012, em Rondônia, com a proposta de difundir o rock progressivo por meio de composições autorais. O grupo lançou o álbum “Tentáculos” e fará uma apresentação diferente da realizada anteriormente no festival, com um repertório que percorre sua trajetória musical.
Criado em 2017, o ProgFestival busca aproximar diferentes gerações de músicos e apresentar ao público as várias vertentes do rock progressivo nacional. Niterói passou a integrar a programação em 2019, durante a terceira edição, e desde então se mantém entre os palcos do evento.
Segundo Cláudio Paula, produtor e curador do festival, esta edição tem uma narrativa diferente e reforça a importância histórica da cidade.
— Vamos agregar um legado e uma história de 50 anos do rock progressivo nacional, graças à participação da Spin, e esperamos que a cidade de Niterói esteja conosco por muito mais tempo, numa parceria longeva e promissora — diz o curador.
Ele também explica que a curadoria procura reunir diferentes estilos e períodos do progressivo, combinando nomes históricos e artistas contemporâneos, como a apresentação da banda holandesa Focus, em 2017, realizada no local.
O Municipal fica na Rua Quinze de Novembro 35. Nos dois dias, a abertura dos portões será às 19h. O ingresso custa R$ 120 (inteira).