Ao se referir ao documento, o deputado fez piada. Na quarta-feira (28), escreveu que a esquerda zombava de Flávio por ter se "autodeclarado" presidente e perguntou se estaria liberado zombar de quem se autodeclara alguma coisa. A publicação teve mais de 6 milhões de visualizações e 127 mil curtidas no X.
Procurado via assessoria de imprensa, o deputado não respondeu até a publicação da reportagem.
A postura vai na contramão da adotada por aliados do filho de Jair. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse que ninguém aprovou a carta e que o partido quer seguir em frente. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, afirmou que nem ele nem o partido podem dizer que houve fraude nas eleições por falta de provas.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), até então um dos principais fiadores de Flávio, disse entender a indignação do aliado, mas afirmou que o caminho é respeitar o resultado das urnas. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, também defendeu o respeito ao resultado.
Depois de ser criticado pelo ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) pela suposta falta de engajamento , Nikolas foi o principal rosto da campanha de Flávio no segundo turno . Os atos de rua impulsionados por ele, com trios elétricos e jingles, foram batizados de "Bloco do 22" e passaram a concentrar boa parte da agenda do senador na reta final.
Na carta, divulgada após a chegada a Miami, Flávio se apresentou como "verdadeiro presidente", em gesto que remete ao de Juan Guaidó , líder da oposição venezuelana, em 2019. Depois, em uma nova versão da carta publicada nas redes sociais, trocou a expressão por "líder do Brasil".