No início da manhã desta sexta, dois homens vestidos de preto, um deles armado com um fuzil e o outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de militares em Hebron, no sul da Cisjordânia, antes de serem mortos em um intenso tiroteio.
O ataque ocorreu a poucos dias das eleições legislativas previstas para terça-feira (27) em Israel , em um contexto de recrudescimento das tensões na Cisjordânia , território ocupado desde 1967 pelas forças israelenses.
Em resposta, Netanyahu, que busca um novo mandato como chefe de governo, ordenou o "fechamento imediato" da cidade de Hebron e pediu ao Exército que se prepare para impor um "fechamento total" da Cisjordânia nesta sexta.
Segundo o dirigente, citado em um comunicado de seu gabinete, foi evitado "um ataque de grandes proporções".
Por sua vez, o Exército israelense informou em comunicado que iniciou "operações antiterroristas" nas casas dos supostos autores do ataque "e de outros suspeitos", assim como no local do atentado —uma área que foi "isolada"— e em "outras regiões" do território palestino.
O ataque abalou a campanha eleitoral, e Netanyahu pediu ao seu partido, o Likud, que cancele todos os eventos programados para esta sexta.
O incidente ocorreu em um posto de controle do Exército, em um cruzamento ao norte de Hebron, cidade dividida em dois setores: um controlado pelas autoridades palestinas e o outro, onde vivem colonos israelenses, pelo Exército do Estado hebreu.
As autoridades israelenses confirmaram que todos os feridos são israelenses, têm cerca de 20 anos, mas não informaram se são soldados.
Segundo o Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha, dois dos cinco feridos estão em estado grave.
O ataque ocorreu ainda em um momento de intensificação das tensões na Cisjordânia, entre outros motivos, devido aos ataques de colonos israelenses extremistas contra palestinos que trabalham na colheita de azeitonas.
O ministro israelense da Segurança Nacional, o ultradireitista Itamar Ben Gvir, aproveitou a ocasião para pedir que a Autoridade Palestina seja "desmantelada".
"Não devemos esperar que ocorra um 7 de outubro" na Cisjordânia, afirmou.
"É ali que a próxima guerra eclodirá. A Autoridade Palestina deve ser desmantelada e desmilitarizada", acrescentou o ministro, que compareceu ao local do ataque.
Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque. Em comunicado, o Hamas classificou o incidente como uma "operação heroica", mas não assumiu a responsabilidade.