Navio histórico que tombou em Santos será restaurado para virar atração turística

O histórico navio Professor W. Besnard, que estava encostado no porto de Santos há 18 anos, foi rebocado nesta sexta-feira (23) para um estaleiro no Guarujá. Ele passará por reparos para voltar como atração turística do Parque Valongo.

Por Admin ·

Navio histórico que tombou em Santos será restaurado para virar atração turística

Pioneiro nas pesquisas oceanográficas brasileiras, o navio ficou parcialmente submerso e tombado em março deste ano, o que levantou o temor de impactos ambientais por possível vazamento de óleo no estuário. Mas foi colocado de novo na posição vertical e agora será restaurado para ficar em condições de ser visitado pelos turistas.

"O navio Besnard ficará em exposição permanente no Parque Valongo. Já acertamos este novo destino do navio com o Concais, que também será transferido para o Valongo. Assim, teremos mais uma atração que vai emocionar os turistas que chegarem a Santos pelos navios de cruzeiro", afirmou Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS).

Pomini afirma que o navio passará por restauração não para voltar a navegar, mas para que possa ser rebocado de volta ao Valongo e ali ser contemplado com a atenção que merece

Quatro rebocadores e outras embarcações de apoio acompanharam a condução do navio pelo canal do Porto de Santos, que ocorreu sem transtornos e em baixa velocidade. A operação demorou pouco mais de uma hora e meia, acompanhada pela Guarda Portuária, pela Marinha do Brasil e por técnicos da empresa Marfort.

Besnard, de 49,3 metros de comprimento, foi lançado ao mar em 1966 em um estaleiro na cidade de Bergen, na Noruega. Encomendado pelo Governo de São Paulo, ele chegou a Santos em 9 de agosto de 1967, tornando-se o primeiro navio de pesquisa civil e o primeiro navio oceanográfico da USP (Universidade de São Paulo).

Ele realizou 260 expedições para a formação de pesquisadores e coleta de material científico, sendo um dos pioneiros em pesquisas brasileiras na Antártida , em 1982. Passou por reformas nos anos 1990 e, desde 2008, após sofrer um incêndio, encontra-se inoperante.

Após a adernação, em março, os trabalhos de reflutuação envolveram a vedação completa de compartimentos do navio (tamponamento), teste de estanqueidade e uso de bombas hidráulicas para a retirada da água até o navio ser erguido e estabilizado.

Em 2020, o Professor W. Besnard viveu situação parecida, que também provocou um adernamento —termo técnico utilizado quando há inclinação lateral de um barco.