Mas pergunte a algum dos locais, e eles dirão que esse estilo é coisa de turista, que nenhum nativo se veste assim. De qualquer forma, só corrobora o lugar ocupado pela capital do Tennessee no imaginário americano. Numa aproximação algo tosca, dá para dizer que se Nova Orleans é Salvador , Nashville é Goiânia .
Suas maiores atrações são os honky-tonks, bares típicos em que é possível ouvir música ao vivo. Os principais estão enfileirados na Broadway, atrás de letreiros luminosos, de um neon que chega a atordoar quando a noite cai.
Hoje em dia, os gêneros tocados nesses lugares são variados, mas alguns bares preservam as raízes, como é o caso do Robert's, que não permite outro estilo que não seja o country.
Para entender por que Nashville virou sinônimo desse tipo de música, é necessário recuar cem anos, quando uma estação de rádio local, a WSM, com alcance em boa parte do país, lançou o Grand Ole Opry, programa que dava espaço à música caipira americana. O sucesso foi tanto que atraiu à cidade grandes gravadoras, que criaram ali todo um ecossistema para a indústria da música.
Boa parte dessa história é contada no Country Music Hall of Fame, um museu gigantesco que mostra como o country moldou Nashville e celebra os grandes nomes desse estilo que, nos EUA, é tão hegemônico quanto o sertanejo é no Brasil. Expõe em vários andares linhas históricas, vídeos, trajes, discos e itens de nomes como Johnny Cash , Willie Nelson , Garth Brooks , Shania Twain e Taylor Swift , entre tantos outros.