As imagens, gravadas na última quarta-feira (21), mostram o exato momento em que os filhotes de cavalo-marinho-de-focinho-longo ( Hippocampus reidi ) começam a ser liberados na água pelo pai. De acordo com a entidade, foram liberados entre 300 e 500 filhotes.
Esse animais têm um ciclo reprodutivo singular, em que a fêmea transfere os óvulos para uma bolsa incubadora no corpo do macho. Ali, os ovos são fecundados e recebem oxigênio e nutrientes para se desenvolver. Após cerca de 15 ou 20 dias, o macho tem contrações e expele os filhotes.
Rafael Santos, biólogo-chefe do AquaFoz, explica que, na natureza, a taxa de sobrevivência dos cavalos-marinhos é muito baixa, pois nascem com cerca de 2 milímetros e são facilmente predados por outros animais. Assim, embora produzam muitos filhotes, poucos chegam à idade adulta.
Além disso, estão sujeitos à pressão das atividades humanas. "Os estuários e manguezais onde esses animais vivem estão sujeitos a impactos ambientais, como poluição e degradação dos habitats, além da sobrepesca, proibida para essa espécie", afirma Santos.
Segundo a instituição, os pais chegaram ao aquário ainda jovens, há cerca de um ano. Quando adultos, os indivíduos alcançam de 14 a 18 centímetros de comprimento.
O AquaFoz afirma que a reprodução bem-sucedida evidencia aspectos como qualidade da água, alimentação adequada e acompanhamento contínuo dos animais.
"Esses cuidados são fundamentais para atender às necessidades biológicas da espécie , reduzir fatores de estresse e favorecer seu desenvolvimento", afirma a entidade.