A reação progressista, sintonizada com o espírito do tempo, é de horror. Algo como ouvir um mullah da Guarda de Costumes do Irã, tentando legitimar agressão ou enforcamento de mais uma mulher. Indignação não mitiga, porém, a violência do fenômeno. Para compreendê-lo, é preciso primeiro aceitar o fato como real na espécie humana, reconhecer que essas deputadas são referendadas por milhões de votos, tanto masculinos como femininos.
O que está por trás disso tudo? A evidência inicial é de que o fenômeno se visibiliza em sinistros "lugares de fala", estados onde se concentra a quase totalidade das 570 células neonazistas atuantes no país . Ainda assim, não é numericamente viável a hipótese de que daí provenham os milhões de votos que elegem essas aberrações.