Mulheres que amam seus carrascos

Se fosse possível retroagir no tempo legislativo, a Lei Maria da Penha não teria sido aprovada por parlamentares femininas da estirpe das estaduais e federais mais votadas nos estados de São Paulo e Santa Catarina. Se lessem, levariam à sol

Por Admin ·

Mulheres que amam seus carrascos

A reação progressista, sintonizada com o espírito do tempo, é de horror. Algo como ouvir um mullah da Guarda de Costumes do Irã, tentando legitimar agressão ou enforcamento de mais uma mulher. Indignação não mitiga, porém, a violência do fenômeno. Para compreendê-lo, é preciso primeiro aceitar o fato como real na espécie humana, reconhecer que essas deputadas são referendadas por milhões de votos, tanto masculinos como femininos.

O que está por trás disso tudo? A evidência inicial é de que o fenômeno se visibiliza em sinistros "lugares de fala", estados onde se concentra a quase totalidade das 570 células neonazistas atuantes no país . Ainda assim, não é numericamente viável a hipótese de que daí provenham os milhões de votos que elegem essas aberrações.