Na terça (21), o magistrado vetou o impulsionamento de publicações no Facebook e no Instagram que afirmavam que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro ( PL ) "defendeu assassino de criança" por ter atuado como advogado do cabo da PM Bruno Dias Delaroli, acusado de matar a menina com um tiro de fuzil, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 2021.
Cerca de 60 pessoas estiveram no ato no TSE. Maria das Neves Filha, presidente da UBM (União Brasileira de Mulheres), acusou Mendonça de "censura" e cobrou uma resolução do caso. O PM envolvido na morte da criança ainda não foi julgado.
Ela afirmou que não se trata "apenas de uma questão ideológica" e defendeu ser necessário um novo modelo de segurança pública no país que não poderia ser implementado sob um eventual governo de Flávio. Defendeu, por exemplo, o uso de câmeras no uniforme de policiais e a rastreabilidade das munições usadas por esses agentes de segurança –medida à qual o candidato já se opôs .
"É por uma questão civilizatória. Essa é a eleição das nossas vidas. Você pode não ser de esquerda, mas você que é de direita certamente não é a favor do assassinato de crianças de 5 anos, do feminicídio, que policiais possam ser assassinados, mas que também não tenham licença para matar", declarou.
Os presentes também criticaram a condução do processo eleitoral pelo presidente da corte, Kassio Nunes Marques . O ministro tem tomado decisões consideradas controversas, como a ordem de derrubada do canal "Exército de Lula" –depois restabelecido por ele mesmo.
"A gente respeita essa instituição, desconfiamos dos ministros que atuam politicamente por um dos candidatos e não respeitam a democracia. Isso nós não vamos tolerar. Censura não", afirmou o deputado eleito com o maior número de votos no Distrito Federal, Fábio Félix (PSOL), em discurso.
Os cartazes no local ainda exibiam frases como "Não proteja quem mata criança", "Censura nunca mais", "E o caso Ana Clara, Flávio?" e "Pesquise sobre o caso Ana Clara. Não vote em quem defende assassino".