Nascida em Mogi Mirim (SP) em 2 de outubro de 1929, Lucy era a terceira dos nove filhos de um médico baiano que se mudou para Bauru, no interior de São Paulo . Cursou a chamada Escola Normal (que formava professores) e trabalhou no Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) logo que a instituição abriu as portas na cidade.
Nessa mesma época, conheceu Edmundo Coube, que vinha de uma família de empreendedores responsável anos antes pela abertura de uma indústria de material escolar — a gigante Tilibra .
Foi amor à primeira vista, e Coube seria seu único namorado.
Quando ele se mudou para São Paulo para estudar engenharia na Universidade Presbiteriana Mackenzie , por exemplo, Lucy permaneceu em Bauru durante cinco anos à sua espera.
Casaram-se assim que Edmundo voltou. Foram sete filhos em nove anos e meio.
O marido dividia o tempo entre a indústria da família e a construção civil enquanto Lucy cuidava da família. Gostava muito de cozinhar, mas alternava entre cuidar dos filhos e dos compromissos do marido.
A rotina ganhou outros rumos em 1972, quando Edmundo elegeu-se prefeito de Bauru. Assumiu em 1973. Lucy virou primeira-dama e mergulhou em projetos sociais.
Ao lado de amigas, criou uma entidade assistencial mantida exclusivamente por voluntárias, considerada até hoje um marco para a cidade.
O engenheiro e prefeito Coube tinha dias atarefados, mas sabia que ao lado dele estava uma mulher com quem podia contar. "Ele sempre teve minha mãe, uma pessoa muito serena", diz o filho Ricardo Coube.
A casa estava sempre cheia. Nos anos 1970, a família construiu em casa a primeira piscina de biribol —espécie de vôlei aquático— da cidade e recebeu convidados para praticar o esporte durante cerca de dez anos. Os jogos aconteciam praticamente todos os finais de semana.
Católica, Lucy ficou viúva aos 52 anos, em 1981, quando Edmundo sofreu um infarto. Nunca quis assumir os negócios do marido, mas sempre perguntava aos filhos se estava tudo sob controle.
Dedicou as últimas décadas aos filhos e os netos. Ela morreu em 23 de outubro aos 97 anos por complicações de saúde. Deixa os filhos Ricardo, Marisa, Ângela, João Batista, Ana Maria, Lucila e Luiz Edmundo, 16 netos e 18 bisnetos.