Mortes: Irmão marista amou a vida e fortaleceu a educação

Quando Rogério Renato Mateucci ouviu o nome marista pela primeira vez, achou grandioso, por significar filhos de Maria. De família católica , coroinha desde menino na Igreja Divino Espírito Santo, em Americana (SP), onde nasceu, ele se enca

Por Admin ·

Mortes: Irmão marista amou a vida e fortaleceu a educação

Iniciou sua formação em 1990, em Belo Horizonte (MG) . Assim como os padres, os irmãos fazem votos de pobreza, castidade e obediência. Não rezam missas, mas atuam em evangelização, pastorais, docência, administração e gestão.

Irmão Rogério foi pedagogo, especialista em metodologia do ensino superior , mestre e doutor em liderança, administração e políticas educacionais.

Atuou como diretor do Colégio Marista de Londrina, vice-presidente do Grupo Marista e diretor do Centro Marista de Defesa da Infância. Integrou também o conselho administrativo do grupo e o conselho superior da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil.

Era reitor na PUC-PR desde 2021, onde ocupou também os cargos de diretor de identidade institucional e pró-reitor de missão, identidade e extensão.

"Reconhecido por sua postura acolhedora e de diálogo, irmão Rogério promoveu a integração entre universidade, cidade e diferentes interlocutores, contribuindo para o desenvolvimento de projetos voltados à inclusão, ao bem-estar social e ao fortalecimento dos vínculos comunitários", disse a universidade.

Filho de pai carpinteiro e mãe tecelã, Rogério foi um filho, irmão e tio acolhedor, que organizava as datas festivas e reunia a família, conta a sobrinha Ana Paula Mateucci.

"Agregador, fazia questão de viver bons momentos. Celebrava a vida não só em datas festivas, mas entendia a dádiva de estar vivo, e aproveitava isso vivendo da melhor forma e cuidando para que todos também vivessem assim", diz ela.

Mesmo viajando bastante, Rogério sempre arrumava um tempo para rever os amigos e comer um hamburguer. "Sua presença e sua alegria tornavam os encontros mais leves e acolhedores", recorda o amigo Miguel Ribeiro, definindo-o como sereno e profundamente humano.

Devoto de Maria e são Marcelino Champagnat , encontrou na espiritualidade a inspiração para viver. Apreciava teatros, concertos e musicais. Gostava de viajar e conhecer novas culturas.

"Era um amante do belo. A beleza o cativava na natureza, na arquitetura e na arte", diz o amigo Guilherme Buso.

Rogério morreu aos 55 anos, a trabalho, após ser atingido por um objeto que se desprendeu do telhado durante um temporal no Arizona (EUA), no dia 16 de outubro. Deixa 1 irmã, 2 sobrinhas, 1 afilhada e a comunidade marista em luto.