As obras de Chiba costumavam narrar histórias sobre o crescimento físico e mental de jovens atletas em diversos esportes, como golfe, boxe e a arte marcial kendo, ao mesmo tempo em que retratavam a pobreza, o desespero, a alegria e o otimismo da vida cotidiana no Japão do pós-guerra.
"Ashita no Joe", publicada nos anos 1960 e 1970 com roteiro de Ikki Kajiwara —sob o pseudônimo de Asao Takamori— e desenhos de Chiba, apresentava um jovem problemático que aprende a lutar boxe em um centro de detenção juvenil e avança no circuito profissional até enfrentar rivalidades épicas.
A série se tornou um fenômeno cultural. O trabalho atualmente é publicado pela editora NewPop no Brasil.
A obra deu origem a séries de anime , filmes, jogos eletrônicos, comerciais e produções teatrais de grande popularidade.
Chiba, com uma carreira de sete décadas, também deu aulas em universidades, presidiu a Associação Japonesa de Desenhistas e recebeu vários prêmios culturais, entre eles a prestigiosa Ordem da Cultura do Japão.
"Incontáveis artistas de mangá iniciantes levaram muito a sério as palavras do mestre Chiba ao trilhar o caminho rumo ao profissionalismo, e muitos deles seguem em atividade até hoje", afirmou a editora Kodansha em um comunicado, ao informar que ele morreu em 22 de outubro.