Esse simpático porto na costa do Golfo nasceu no século 18 como um entreposto onde os colonos franceses compravam peles dos nativos. Um dos principais legados deixados por aqueles europeus na região foi o Mardi Gras , o Carnaval local que ganharia proporções muito maiores em Nova Orleans , daí o nome da linha férrea que liga ambas as cidades. Nas praças e ruas de Mobile, as copas das árvores fazem verdadeiros arcos de folhas que são um refúgio do calor. Ali ficam centenárias mansões retangulares com suas colunas, varandas e pórticos típicos do estilo "antebellum" (do latim, "antes do conflito"), período escravocrata que antecedeu a Guerra Civil. Pense nos cenários de "...E o Vento Levou" , "Django Livre" e "12 Anos de Escravidão" . Antes da secessão, a cidade era um dos mais importantes locais de escoamento da produção de algodão, colhido por africanos nas lavouras. Hoje, há iniciativas que buscam jogar outras luzes sobre esse passado.
Um dos marcos dessa transformação ocorreu em 2019, quando foram encontrados destroços do Clotilda, tido como o último navio negreiro a aportar nos Estados Unidos.