Anunciada em março deste ano, a missão foi a limonada possível a partir dos limões azedos encontrados por Jared Isaacman, administrador da agência espacial civil americana. O cancelamento da estação orbital lunar tripulada Gateway, que veio acompanhado da decisão de priorizar um retorno à superfície da Lua, deixou vários módulos semiprontos (vários deles com problemas talvez irremediáveis de corrosão) sem função.
Um dos que estavam em bom estado era o PPE (Elemento de Propulsão e Potência) e ele serviu de base para a nova nave, que contará pela primeira vez com um reator de fissão nuclear desenvolvido para operação no espaço interplanetário.
A ideia é que o reator alimente com eletricidade um sistema de propulsão iônica, que funciona acelerando moléculas de um gás a altíssimas velocidades, com eficiência que em muito supera a possível pela combustão química. Propulsores iônicos já são usados rotineiramente em missões espaciais, mas normalmente limitados à energia fornecida por painéis solares. Com um reator nuclear, o potencial da tecnologia se amplia consideravelmente.
O teste será importante por dois motivos: primeiro, porque acelera o desenvolvimento de reatores de fissão que serão necessários à base lunar que os americanos querem estabelecer no polo sul; segundo, porque sabemos que uma viagem tripulada a Marte, com tecnologias convencionais, levaria tempo demais e teria menos flexibilidade em casos de emergência.
Não por acaso, o desenvolvimento do SR-1 está acontecendo sob a autoridade de um Escritório do Reator Espacial dentro da Nasa, que também é responsável pelo LR-1 (o primeiro reator lunar) e pelo desenvolvimento de futuras tecnologias de propulsão nuclear, sejam elas elétricas (como o propulsor iônico da Freedom) ou térmicas (que usam o calor gerado por um reator nuclear, em vez de eletricidade, para acelerar o propelente).
Missão nuclear a Marte segue programada para 2028, diz Nasa
Uma das missões mais importantes para o futuro da exploração espacial está caminhando bem e segue em linha para um lançamento até o final de 2028, informou a Nasa . Trata-se da SR-1 Freedom, primeira nave com propulsão nuclear para voo interplanetário, com des