Milhares devem voltar às ruas da França neste sábado sob esquema de segurança maciço após caos e violência

Sob forte esquema de segurança montado às pressas pelas autoridades, milhares de manifestantes devem voltar às ruas da França neste sábado (24), uma semana após atos marcados por violência, saques e incêndios que provocaram caos no país eur

Por Admin ·

Milhares devem voltar às ruas da França neste sábado sob esquema de segurança maciço após caos e violência

Os atos ocorrem em um ambiente de tensão. O governo francês anunciou a mobilização de 70 mil militares para conter possíveis atos de violência em todo o país. O efetivo será reforçado por veículos blindados, caminhões com canhões de água, helicópteros e drones, numa operação de segurança que busca evitar a repetição dos distúrbios registrados no fim de semana anterior.

O contingente foi anunciado na sexta (23) pelo ministro do Interior, Laurent Nuñez. "Seremos inflexíveis", afirmou ele, mencionando supostas convocações nas redes sociais para novos atos de violência e saques. Segundo o ministro, grupos de extrema esquerda estariam incentivando ações contra prédios públicos e outros episódios de desordem.

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu , afirmou que o nível de ameaça permanece alto. Segundo ele, as autoridades estão atentas à atuação de grupos de extrema esquerda e de criminosos que podem aproveitar os protestos para cometer furtos. "É preciso manter a vigilância em relação à criminalidade, porque ela se aproveita desses distúrbios para gerar mais confusão e roubar", disse.

O premiê afirmou, porém, que as forças de segurança ajustaram a estratégia com base na experiência dos confrontos de 17 de outubro, quando manifestações terminaram em episódios de violência. Segundo ele, as mudanças incluem a maneira como os agentes serão distribuídos e empregados nas operações.

Lecornu também prometeu uma operação de segurança maciça para este sábado. O esquema inclui cerca de 20 veículos blindados da gendarmeria (a força militar de segurança interna), 15 caminhões com canhões de água e unidades de elite das forças de segurança, mobilizadas para proteger prédios públicos e outros locais considerados estratégicos.

Também serão empregados policiais em formação e agentes que estavam de licença, além de unidades montadas e equipes especializadas em neutralizar drones. Helicópteros darão apoio às operações.

O presidente Emmanuel Macron determinou a proibição de manifestações que não tenham sido convocadas por organizadores considerados legítimos pelas autoridades , como os sindicatos. Os responsáveis locais pela segurança podem vetar atos por decreto ou impor mudanças de trajeto.

Em Paris e Marselha , foram autorizadas manifestações organizadas por centrais sindicais. Em Lyon, uma marcha foi proibida. A principal central estudantil francesa, a Unef, e o movimento dos Coletes Amarelos também tiveram pedidos de manifestação rejeitados na capital do país.

Toques de recolher continuam em vigor, à noite, em áreas consideradas sensíveis, e as autoridades também proibiram o transporte de artefatos pirotécnicos e combustíveis.