Meta diz ao TSE que não houve viés na distribuição de conteúdo na campanha eleitoral

A Meta , dona das plataformas Instagram e Facebook, diz em resposta a uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não houve viés na distribuição de conteúdo para favorecer a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Por Admin ·

Meta diz ao TSE que não houve viés na distribuição de conteúdo na campanha eleitoral

O posicionamento foi apresentado nesta sexta-feira (6) como parte de sua defesa em uma ação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A empresa informa na peça dados sobre audiência de postagens que "refutam as conclusões equivocadas de relatórios de terceiros, que alegavam viés na distribuição de conteúdo".

De acordo com a big tech, os números que mostrariam favorecimento a Flávio não levaram em conta dois fatores: as diferenças nas estratégias digitais das campanhas e o efeito das reproduções repetidas na contagem de visualizações de vídeos.

"O candidato Flávio Bolsonaro publicou com menos frequência e alcançou mais pessoas por publicação, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou com mais frequência e alcançou menos pessoas por publicação, mas, ao final, alcançou mais pessoas no total", diz a empresa.

Durante toda a campanha, a Meta foi acusada por Lula e aliados de estar privilegiando conteúd o de Flávio e parlamentares que o apoiavam, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

A Meta afirma que no período oficial de campanha –16 de agosto a 25 de outubro–, pessoas que assistiram a "reels" (vídeos curtos) de Nikolas no Instagram os viram novamente com mais frequência do que aquelas que fizeram o mesmo com Lula, Flávio e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), por exemplo. Isso teria superestimado o número de pessoas que visualizaram os vídeos do deputado do PL

A empresa acrescenta que o conteúdo das contas do Instagram de Lula alcançou 50% mais pessoas do que as de Flávio, levando em conta apenas distribuição orgânica, e não anúncios.

Já o número de pessoas que visualizaram pelo menos um conteúdo da oposição foi equivalente a 1,13 vez o da base governista.

"Diferenças de alcance não são evidências de favorecimento. Elas refletem uma série de fatores, como a frequência de publicação e as estratégias digitais escolhidas pelas campanhas, o tempo de visualização, as curtidas, os comentários e a concorrência com outros conteúdos", diz a Meta.

A empresa diz que continuará a contestar "alegações falsas e infundadas que distorcem a forma como o conteúdo é distribuído em nossas plataformas".