Mensagens sobre rejeição ao resultado do 2º turno lideram debate online, segundo Palver

A não aceitação do resultado do 2º turno da eleição foi o assunto predominante debatido em redes sociais, aplicativos de mensagens e portais e veículos de notícias monitorados pela Palver de domingo (25) até as 11h desta segunda (26).

Por Admin ·

Mensagens sobre rejeição ao resultado do 2º turno lideram debate online, segundo Palver

Segundo o levantamento, nos nove meios e plataformas acompanhados pela empresa, o assunto ocupou de 34% (no Telegram) a 56% (no Instagram) das mensagens que tomavam posição.

A pesquisa identificou também uma discrepância entre o que era dito na imprensa e nos aplicativos de mensagens. No domingo, dia do 2º turno, o índice de comentários defendendo a validade do resultado e, portanto, a reeleição de Lula , foi de apenas 5% no Telegram e 6% no WhatsApp. Já nos portais de notícia atingiu 36%, no rádio 27% e na televisão 23%.

Na manhã desta segunda (26), a Palver identificou que a defesa pela validação do 2º turno cresceu em todos os meios monitorados.

O monitoramento se concentrou na disputa narrativa sobre a contestação do pleito, portanto, foram excluídas notícias e postagens que apenas informavam sobre a vitória de Lula ( PT ).

O levantamento também aponta que a narrativa central de quem contestou a eleição se concentrou na decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), de prorrogar a votação até as 19 horas por problemas no transporte público oferecido em algumas cidades. As mensagens abordavam que Zanin foi advogado de Lula.

Por outro lado, na defesa do resultado do pleito, a abordagem usada foi a de que a própria campanha de Flávio Bolsonaro ( PL ) havia pedido ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a prorrogação em municípios de São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

Teses de fraude citando "sala-cofre" ou a contagem matemática de votos tiveram baixa circulação, segundo o estudo, ficando abaixo de 10% em todas as redes. Na imprensa, elas apareceram como desmentidos.

Ao anunciar que não aceitava o resultado da eleição, Flávio Bolsonaro disse que representantes do seu partido, o PL, foram retirados da sala-cofre do TSE durante a apuração. A corte negou a informação.