Menino brasileiro de 9 anos é salvo por doador de medula da Alemanha e ganha “irmão alemão”

Um menino brasileiro de 9 anos foi salvo por um doador de medula óssea da Alemanha e agora chama o jovem que ajudou a salvar a vida dele de “irmão alemão”. Arthur Barão Massan é de Curitiba, no Paraná. Ele recebeu o transplante em 2024 e ho

Por Admin ·

Menino brasileiro de 9 anos é salvo por doador de medula da Alemanha e ganha “irmão alemão”

Um menino brasileiro de 9 anos foi salvo por um doador de medula óssea da Alemanha e agora chama o jovem que ajudou a salvar a vida dele de “irmão alemão”. Arthur Barão Massan é de Curitiba, no Paraná. Ele recebeu o transplante em 2024 e hoje, levando uma rotina saudável, o grande sonho do garoto é conhecer pessoalmente o doador Florian Weiand, de 23 anos, que mora do outro lado do Oceano Atlântico.Florian se cadastrou como voluntário em 2019 e, quatro anos depois, foi informado de que poderia ajudar uma criança que estava a aproximadamente 10 mil quilômetros de distância. O jovem alemão não hesitou em aceitar. A história ganhou um novo capítulo em maio deste ano, quando as famílias conseguiram conversar pela primeira vez.O jovem alemão já revelou que quer conhecer o Arthur e falou que depois de dar um abraço no menino, gostaria de jogar cartas de Pokémon com ele.A doença rara de ArthurTudo começou em agosto de 2023, quando Arthur recebeu o diagnóstico de anemia de Fanconi, uma doença genética rara que compromete o funcionamento da medula óssea, responsável pela produção das células do sangue. A condição pode provocar anemia, infecções e sangramentos, além de aumentar o risco de determinados tipos de câncer.Para Arthur, o transplante de medula óssea foi indicado como tratamento. A família iniciou uma busca por um doador compatível. Como não havia uma opção adequada entre os familiares, foi necessário recorrer aos registros internacionais de doadores voluntários.Foi assim que os médicos encontraram Florian, que havia se cadastrado quatro anos antes, sem imaginar que poderia ajudar uma criança brasileira.Leia mais notícia boaCearense de 24 anos conquista ouro em competição mundial de Física e bate recorde brasileiroFilha de faxineira vira médica no mesmo hospital onde a mãe trabalha há 23 anosRepórter interrompe transmissão ao vivo e entra na enchente para salvar cachorro; vídeoA medula viajou 10 mil quilômetrosFlorian contou que estava voltando do trabalho quando recebeu a notícia de que era compatível com um paciente que precisava de transplante. “Eu estava voltando do trabalho quando me disseram que havia compatibilidade. Não hesitei em aceitar”, disse o jovem.Em 2024, o material coletado na Alemanha foi transportado até o Brasil. A viagem de aproximadamente 10 mil quilômetros foi concluída em menos de 24 horas, para que as células chegassem em condições adequadas ao transplante.O procedimento deu resultado e Arthur apresentou uma evolução favorável. Hoje, o menino continua em acompanhamento médico, mas já não precisa enfrentar a mesma rotina de tratamento de antes. O pai, Luiz Fernando Massan, falou em milagre: “Eu sempre acreditei em milagres, mas nunca pensei que viveria um”, disse.O primeiro contato entre as famíliasDurante o processo de doação, a identidade de quem doa e de quem recebe a medula é preservada. O contato entre as famílias só pode ocorrer posteriormente, seguindo as regras dos registros envolvidos. No caso de Arthur e Florian, a primeira conversa aconteceu em 5 de maio de 2026, quando Tathiane, mãe do menino, enviou um e-mail ao jovem alemão para agradecer pela doação.Florian ficou emocionado ao conhecer a história da criança que havia ajudado. “Foi incrível saber que pude ajudar um menino a viver sua vida e realizar seus sonhos”, afirmou.Desde então, os dois passaram a construir uma amizade à distância. Arthur chama Florian de “irmão alemão”, e o doador também já considera o menino parte da família. O encontro presencial ainda não tem data marcada, mas Florian contou que gostaria de abraçar Arthur e passar algum tempo brincando com ele.Como ser doador de medula ósseaA história também mostra a importância dos cadastros internacionais de doadores, que permitem encontrar pessoas geneticamente compatíveis em diferentes países. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, foram realizados 294 transplantes de medula óssea no estado em 2025. Entre janeiro e agosto de 2026, foram outros 267 procedimentos.No Brasil, quem deseja se cadastrar como doador voluntário precisa ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e procurar um hemocentro participante do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).O cadastro exige apenas uma pequena coleta de sangue para identificar as características genéticas do voluntário. Não significa que a pessoa fará imediatamente uma doação. Quando aparece um paciente potencialmente compatível, o Redome entra em contato para realizar exames complementares e verificar a disponibilidade do voluntário.Os cadastrados podem permanecer no registro até os 60 anos. Por isso, o Redome também orienta os voluntários a manterem telefone, e-mail e endereço atualizados, para que possam ser localizados quando alguém precisar de ajuda. O menino brasileiro Arthur, de 9 anos e morador de Curitiba, foi salvo por Florian, um jovem doador de medula óssea da Alemanha. Eles querem se conhecer pessoalmente. – Fotos: reprodução / RPC TV