Foi a primeira vitória de Medina no circuito desde abril de 2023, quando faturou a etapa de Margaret River, na Austrália. Com o triunfo na Ásia , ele assume a vice-liderança do ranking na temporada 2026, atrás do brasileiro Yago Dora , atual campeão mundial, derrotado por Medina nas semifinais.
A próxima e última etapa do circuito mundial acontece em Pipeline, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro.
A bancada de recife de direita de Cloud 9, na ilha de Siargao, dificilmente poderia ter tido uma estreia melhor no maior palco do surfe , com ondulações consistentes acima da altura da cabeça, cortesia do distante tufão In-fa, formando-se ao longo de toda a competição.
Grandes multidões acompanharam a disputa de uma torre e avançaram pelo recife para chegar mais perto da ação, comemorando as ondas e recolhendo pranchas quebradas quando os surfistas caíam.
Na final, enfrentando o australiano Jack Robinson —um mestre dos tubos—, Medina começou forte, encaixando um belo tubo, seguido de algumas manobras potentes, para receber 7,5 de 10.
Robinson assumiu a liderança ao completar alguns tubos de nível intermediário, enquanto Medina manteve a calma, aguardando a onda ideal: um pico de água azul cristalina, com o dobro da altura de um surfista, que formou um tubo gigantesco percorrendo perfeitamente a extensão do recife.
Depois de perder para Robinson na semifinal dos Jogos Olímpicos de 2024, no Taiti , Medina não estava disposto a deixar a oportunidade escapar: desceu a parede da onda e atravessou várias seções antes de sair com os braços cruzados sobre o peito, recebendo uma extraordinária nota 9,43 e somando 16,93 nas duas ondas.
Robinson reagiu com um tubo profundo, encerrando a onda com uma grande rasgada deitado para trás, que lhe rendeu 8,23 e um total de 14,50 na bateria, mas não conseguiu encontrar uma onda que lhe desse a liderança.
"Sim, isso significa muito", disse Medina, de 32 anos, que havia ficado em segundo lugar três vezes neste ano. "Venho me esforçando muito durante o ano inteiro e viajando bastante com minha equipe. Eu realmente queria uma vitória neste ano."
Simmers, de 21 anos, avançou por pouco nas quartas de final contra a portuguesa Yolanda Hopkins, apesar de receber uma penalização por interferência na remada e sofrer um corte na perna ao não conseguir sair do caminho quando a rival saía de um tubo.
A californiana, que competia com sete pontos no tornozelo, estava perdendo para a havaiana Carissa Moore —líder do ranking mundial— na reta final da semifinal, quando Moore entrou na onda sem ter a prioridade. Com isso, Moore recebeu uma penalidade por interferência, o que lhe custou a bateria.
Na final, Simmers, campeã mundial de 2024, levou a melhor nas primeiras trocas, atravessando um tubo complicado e executando uma manobra potente na seção final para receber 6,33 de 10, enquanto a australiana Isabella Nichols sofreu algumas quedas.
Nichols também competia lesionada, após passar por uma cirurgia para tratar uma entorse grave no tornozelo sofrida ao chegar à final em Fiji , em agosto, e não esperava estar recuperada a tempo deste evento.
Ainda assim, a atleta de 29 anos, de Queensland, vinha embalada na competição, aproveitando ondas limpas e tubulares, e encontrou outro belo tubo para receber uma nota 7 e assumir a liderança.
Mas Simmers reagiu com outra combinação de tubo e manobra e resistiu a algumas quedas pesadas para terminar com 12 pontos na soma das duas ondas, contra 10,77 de Nichols.
"Esta é uma das minhas ondas favoritas no mundo, e acho que quase chorei ao remar para aquela bateria, porque senti o carinho de todas as pessoas que estavam assistindo dentro d’água. Foi realmente um momento lindo", disse Simmers.
Simmers subiu três posições, para o terceiro lugar no ranking, e chegará a Pipeline na perseguição à atual campeã australiana Molly Picklum e à havaiana Moore.