María Corina visita familiares de presos políticos em temida prisão de Caracas

María Corina Machado , líder opositora na Venezuela e vencedora do Nobel da Paz, visitou nesta sexta-feira (6) familiares de presos políticos que acampam há mais de 300 dias em frente a uma temida prisão nos arredores de Caracas.

Por Admin ·

María Corina visita familiares de presos políticos em temida prisão de Caracas

Corina foi recebida nas proximidades da prisão Rodeo I por cerca de cem parentes dos detentos em meio a palavras de ordem. "Libertem todos os presos políticos", dizia um cartaz, ecoando a demanda recorrente dos grupos que denunciam a repressão da ditadura venezuelana.

Cercada por familiares dos detidos e sob um sol forte, a líder opositora leu uma lista com os nomes de mais de 400 presos políticos e os anos de condenação que cada um deles cumpre. As penas somam 1.456 anos, "roubados apenas desses venezuelanos", afirmou Corina.

"Liberdade para todos os presos políticos, justiça para as vítimas, reparação para seus familiares, memória para que nunca seja esquecido e garantias para que isso nunca mais aconteça", disse ao terminar de ler a lista.

A líder opositora visita o acampamento após retornar à Venezuela em 25 de outubro, depois de quase dez meses no exílio .

O acampamento foi montado alguns dias depois da captura de Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos , em janeiro. O ditador deposto está agora preso em Nova York , onde responde junto com a esposa, Cília Flores, por crimes de tráfico internacional de drogas e tortura de opositores.

"Não descansaremos até que o último preso político, civil ou militar, obtenha liberdade plena", afirmou Corina. "São milhares de perseguidos, milhares de torturados", acrescentou, citando ainda "23 presos políticos morreram sob custódia do regime" desde 2015.

Cerca de mil presos políticos foram libertados neste ano na Venezuela em meio a uma anistia promovida pela líder interina Delcy Rodríguez , que era vice de Maduro e agora chefia o país sob a tutela dos Estados Unidos.

Mas a ONG Foro Penal denuncia que mais de 300 continuam atrás das grades, dos quais 68 estão no Rodeo I, a prisão visitada por María Corina.