"Estou aqui. Com vocês", escreveu María Corina nas redes sociais ao anunciar sua volta.
Ela visitou uma igreja no estado de Lara. O Vente Venezuela, partido da opositora, publicou uma imagem dela rodeada por apoiadores e outra participando de uma missa, com terços pendurados no pescoço. "Com fé e com Deus ao seu lado, reencontra os venezuelanos e sua terra! Seja bem-vinda", escreveu a conta oficial da sigla da opositora.
Edmundo González Urrutia, que concorreu à Presidência com o apoio de María Corina em 2024 depois de ela própria ter sido impedida de disputar pela ditadura, também celebrou o retorno. "É com imensa emoção que anuncio a vocês que nossa líder, minha querida María Corina, está em território venezuelano", escreveu. Ele afirmou que pretende se reunir com ela no país em breve.
Ainda não há detalhes de como a opositora conseguiu entrar no país.
María Corina deixou a Venezuela em dezembro de 2025 para receber o Nobel da Paz , após passar mais de um ano na clandestinidade para evitar a prisão. Proibida pelo chavismo de sair do país desde 2014, ela teve de fazer uma viagem clandestina até Oslo, e a láurea acabou sendo recebida por sua filha na cerimonia, já que a política não chegou a tempo do evento. Depois de uma breve passagem pelos EUA, instalou-se na Cidade do Panamá, de onde fez várias tentativas, todas sem sucesso, de retornar ao país.