A divisão repete a observada pela empresa em outros mercados da América Latina: no México, a proporção oscila entre 60/40 e 65/35, conforme o clima, segundo Juliana Falkenburger, diretora-executiva da marca na região.
A empresa mira expandir no Brasil e projeta que, globalmente, esse mercado de hidratação em pó deve atingir os US$ 82 bilhões (R$ 450 bilhões) até 2031. Em 2025, o segmento terminou o ano valendo U$ 40 bilhões (R$ 219 bilhões), segundo a Unilever.
A companhia estima que apenas 25% da população brasileira consuma bebidas com função de rehidratação e enxerga espaço para crescimento no país. Segundo a empresa, oito em cada dez pessoas dizem não ingerir dois litros de água por dia, o que reforça a aposta nesse segmento;
Além disso, a Unilever cita levantamento da Worldpanel by Numerator segundo o qual cinco em cada dez brasileiros buscam reduzir o açúcar da alimentação .
A operação brasileira da Liquid I.V. começou há um ano e dois meses. Segundo Juliana Falkenburger, enquanto a versão original da marca é mais voltada a dias de treinos intensos e de calor, a nova linha mira a rotina de escritório, o público que viaja e que faz exercícios leves.
O novo produto será vendido em farmácias, marketplaces e supermercados.
A busca por expansão nesse mercado acontece enquanto a Unilever se livra do segmento de alimentos, vendido à McCormick em março deste ano, mas aumenta a aposta em segmentos de cuidados pessoais.
No Brasil, a Liquid I.V. enfrenta concorrência de marcas tradicionais no segmento de eletrólitos, como Gatorade, e de players nacionais menores, como a Liquidz.