Mais álcool pode adiar, mas não cura a ressaca

A cerveja pode mascarar temporariamente os sintomas ao elevar o álcool no sangue, mas apenas posterga a ressaca associada à sua queda.

Por Marcelo Fradim ·

Mais álcool pode adiar, mas não cura a ressaca

A ideia de que beber outra cerveja combate a ressaca é explicada, segundo o texto, por uma melhora passageira — não por uma cura. Quando o álcool volta a circular no organismo, os sintomas podem ser encobertos enquanto o início da ressaca é adiado.

O álcool inibe o hormônio antidiurético, responsável por ajudar o corpo a reter líquidos. Como consequência, o consumo de várias cervejas aumenta a frequência urinária e pode levar à perda de água e de eletrólitos, incluindo sódio e potássio. Essa combinação é apresentada como uma das razões para o mal-estar e a exaustão do dia seguinte.

O Grupo de Pesquisa sobre Ressaca Alcoólica, em consenso citado de 2016, relacionou o começo da ressaca ao momento em que a concentração de álcool no sangue se aproxima de zero. Assim, uma nova dose eleva novamente essa concentração e posterga o momento em que os sintomas aparecem de forma mais evidente.

A sensação de alívio também é associada a uma espécie de “mini-abstinência”. Conforme a revisão de 1998 mencionada na fonte, o cérebro se adapta aos efeitos relaxantes e depressores do álcool durante o consumo. Quando a substância deixa o organismo, pode ocorrer um efeito rebote acompanhado de ansiedade. Outra cerveja volta a sedar o cérebro e reduz temporariamente essa sensação, sem eliminar o processo.

O material afirma que não há uma cura para a ressaca, mas apenas medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos de venda livre. Também diz que a forma de evitá-la é não consumir álcool de maneira descontrolada e não chegar à desidratação completa. Nesse contexto, a fonte menciona especificamente não beber água enquanto se consome álcool.