O presidente da França , Emmanuel Macron , afirmou nesta quinta-feira (22) que protestos "ilegítimos" serão proibidos nos próximos dias e responsabilizou grupos da extrema esquerda e vândalos pela onda de violência durante os protestos do último fim de semana . "Queremos um retorno à calma", disse.
Após reunião com chefes dos serviços de inteligência e ministros do governo no Palácio do Eliseu, Macron anunciou que, no sábado, só serão autorizadas manifestações organizadas por sindicatos, e que elas poderão ser desviadas para trajetos alternativos para proteger estabelecimentos comerciais .
"A recomendação geral é que não haja manifestações nos próximos dias", afirmou. Reivindicações apresentadas por "pessoas que não têm nenhuma legitimidade para isso" serão rejeitadas, advertiu. "Não é o momento".
Macron afirmou que, no último fim de semana houve, organizados de extrema esquerda tentaram derrubar a República durante os distúrbios. Os serviços de inteligência são acusados de não terem previsto a dimensão da mobilização de sábado passado. Na quarta (21), o presidente já havia dito que não deve haver hesitação no topo do Estado na hora de punir os manifestantes envolvidos nos distúrbios.
A fala ocorre enquanto autoridades de todo o país se preparam para novos protestos.
Em Lyon, segunda maior cidade do país, todos os atos previstos para sábado foram proibidos. Rouen e Toulon também vetaram os protestos, decisão vista pela oposição como restrição às liberdades.
Ainda assim, novas manifestações já começam a se organizar. A principal entidade estudantil da França, a Unef, convocou atos, e o movimento dos Coletes Amarelos anunciou uma marcha pelo centro de Paris . Os estudantes secundaristas, mobilizados desde setembro por mais recursos para as escolas, também aderiram. Os sindicatos preveem ainda uma greve geral e manifestações em 5 de novembro.