Lula vota, agradece mobilizações e diz que povo brasileiro não vai permitir miliciano no Planalto

O presidente Lula ( PT ) afirmou neste domingo (25) que as manifestações em apoio à sua candidatura no segundo turno foram "inexplicáveis" e que o mérito é do povo.

Por Admin ·

Lula vota, agradece mobilizações e diz que povo brasileiro não vai permitir miliciano no Planalto

Após votar em um colégio estadual de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, ele também criticou o rival Flávio Bolsonaro ( PL ) e voltou a dizer que a sociedade não permitirá um "miliciano no comando do Palácio do Planalto".

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"Do ponto de vista sociológico foi quase que inexplicável. Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não foi eu nem Alckmin. O povo foi pra rua para defender suas conquistas", afirmou Lula sobre as mobilizações ao longo do segundo turno. "Só estou aqui cumprindo esse papel por causa do povo brasileiro. E o povo brasileiro sempre foi muito generoso comigo", acrescentou.

Com voz rouca um dia após participar dos atos de campanha no Rio de Janeiro e em São Paulo, Lula minimizou o resultado da pesquisa Datafolha divulgada no sábado (24). "A pesquisa de ontem."

Em suas falas, o petista também voltou a chamar o rival, Flávio Bolsonaro (PL), de desqualificado e mentiroso, além de reforçar falas sobre vínculos do senador com a milícia e sobre a ligação de Flávio com o ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

"Eu estou convencido que o povo brasileiro jamais permitirá que um miliciano ocupe o Palácio do Planalto porque todo mundo sabe o domínio dos milicianos no Rio de Janeiro, todo mundo sabe a relação dele com Vorcaro, todo mundo sabe a relação dele com um policial que matou uma menina de cinco anos ", disse.

Lula falou a jornalistas após votar em colégio estadual de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, por volta das 9h20. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Alexandre Padilha (Saúde), Leonardo Barchinni (Educação) e Paulo Pereira (Empreendedorismo), além dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

O petista também comentou os ataques sofridos pela vereadora Iara Pimentel (PT) , de Montes Claros, em Minas Gerais , ao criticar violência política nas eleições. A parlamentar foi internada em um hospital na noite deste sábado (24) após ser atingida por uma pedra no rosto no final de uma carreata eleitoral na cidade.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um grupo de homens, alguns vestidos de verde e amarelo, jogando pedras, garrafas e outros objetos em manifestantes que estavam em um carro de som.

"É uma demonstração do que que tá em jogo nesse país", disse Lula. "A coisa mais sagrada da democracia é a convivência democrática na diversidade. Os vizinhos não precisam torcer pro mesmo time, mas não precisa brigar. Os vizinhos eles não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisa brigar. Se cada um aprender a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros e o partido dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude."

Recebido com gritos de apoiadores que o aguardavam, Lula desceu do carro e acenou antes de entrar no local de votação.

Mais cedo, ao sair de casa para votar, o presidente disse que sua disputa nesta eleição é contra um candidato chamado "mentira".

"Estamos disputando essas eleições com um cidadão chamado 'Mentira'. Ele não é capaz de dizer uma verdade uma verdade, em momento algum. As coisas mais elementares, em que ele poderia dizer a verdade, ele não diz. Ele tem uma preferência por mentir. Por isso, eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso", afirmou.

Lula também agradeceu aos seus eleitores pela campanha no segundo turno, dizendo que nunca havia sido tratado com tanto carinho.

"Eu acho que ninguém nunca viu, na vida. Eu estou com 80 anos, de 1989 participei de todas as campanhas. Eu sinceramente nunca vi nada igual. Na Bahia, em Pernambuco, no Maranhão, no Pará, em Copacabana, na avenida Paulista. Acho que a Paulista nunca recebeu a quantidade de gente [de ontem] participando de um ato público. Vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo é algo que nunca vou conseguir pagar", disse o presidente.