Lula pode indicar Pacheco ao STF antes da posse de novos senadores e planeja reforma moderada do Judiciário

A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ( PT ) deve impulsionar as articulações para a indicação do ex-presidente do Senado , Rodrigo Pacheco ( PSD -MG), para o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda neste ano, antes da mudança na composição

Por Admin ·

Lula pode indicar Pacheco ao STF antes da posse de novos senadores e planeja reforma moderada do Judiciário

Lula também prepara uma proposta de reforma do Judiciário, com alterações graduais nas regras de ingresso e permanência de ministros da corte. Além da vaga aberta pela saída de Luís Roberto Barroso , o petista terá de indicar mais três integrantes no próximo mandato.

A indicação de Pacheco ainda neste mandato seria uma forma de reduzir o risco de a Casa barrar o nome dele, ao evitar que a sabatina ocorra com os senadores eleitos, mais alinhados à direita. O plano ganhou força após a reaproximação entre Lula e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre ( União Brasil -AP), principal defensor do nome de Pacheco ao Supremo.

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A aprovação, em 14 de outubro, da PEC (proposta de emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1 foi considerada uma entrega importante para o governo, que teve na redução da jornada uma de suas principais bandeiras na virada histórica no segundo turno. Pacheco ainda tem apoio de integrantes da corte, como Gilmar Mendes e Flávio Dino .

O movimento representaria uma acomodação entre o Planalto e o comando do Senado. Alcolumbre havia defendido Pacheco anteriormente, mas Lula optou por indicar o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias , um nome de sua confiança. Messias acabou rejeitado pelos senadores, em um movimento liderado pelo presidente da Casa.

A equação política de agora é diferente. Lula tem mais quatro anos de governo pela frente, enquanto Alcolumbre enfrentará mudança na composição do Senado e a perspectiva de deixar a presidência da Casa em fevereiro. A combinação pode tornar a indicação de Pacheco uma saída de interesse para ambos.

Como mostrou a Folha , ministros do STF , integrantes do centrão e dirigentes do Senado defendiam a escolha de Pacheco neste ano mesmo se Lula fosse derrotado na eleição. O argumento era evitar a indefinição com a nova configuração do Congresso.