O mandatário repetiu o que fez no sábado (24), quando entoou a canção durante o último ato de campanha, também realizado na avenida Paulista. Essa decisão se soma ao uso do verde e amarelo em manifestações petistas para resgatar símbolos nacionais, associados nos últimos anos a grupos bolsonaristas.
A execução do Hino da Independência acontece em meio a críticas dos correligionários de Lula à atuação das big techs durante o período eleitoral. Para muitos deles, empresas estrangeiras da área de tecnologia tentaram influenciar as eleições e pôr em xeque a soberania nacional.
Como revelou a Folha , funcionários da Meta, dona do Facebook e do Instagram, admitiram em mensagens internas que restrições prejudicaram as contas de Lula no Instagram . Um dos funcionários da empresa afirmou que a conta do presidente estava "limitada" em comparação à de Flávio e que isso seria negativo pela "alta chance" de haver ação jurídica.
Em vários momentos da campanha eleitoral, Lula disse que o Brasil "não cabe no quintal de ninguém". Durante a corrida presidencial, mais de 100 organizações e especialistas de 25 países divulgaram uma carta aberta em que acusam grandes empresas de tecnologia de violar regras eleitorais brasileiras. O documento pedia que autoridades nacionais e organismos internacionais fiscalizassem a atuação das plataformas.
Após a vitória, o presidente criticou aquilo que considerou uma forma de direcionar as urnas. "Não podemos ter empresas monstruosas e grandes ganhando bilhões, não pagando nenhum imposto neste país, tentando direcionar o resultado eleitoral."