O senador Camilo Santana (PT-CE), que foi ministro da Educação no atual mandato de Lula, é o principal cotado para assumir a Casa Civil . Guilherme Boulos pode continuar na Secretaria Geral, mas também é especulada uma mudança para a pasta das Cidades.
Os ministros Wellington Dias (Desenvolvimento Social), Vinícius Carvalho (CGU) e Wellington César (Justiça) podem deixar o governo. Dias, especificamente, tem mandato de senador. A saída dele do Executivo e sua consequente volta ao Senado fortaleceria a bancada governista na Casa, onde o bolsonarismo ganhou espaço na eleição.
Um dos que devem ser preservados na Esplanada é Alexandre Padilha , ministro da Saúde. Nome de confiança do presidente, o médico já ocupou o cargo durante o governo de Dilma Rousseff (PT). A ideia de mantê-lo ficou implícita no discurso de vitória do presidente: "Vamos continuar, companheiro Padilha, fazendo a revolução do SUS", disse Lula neste domingo (25).
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), é cotado para o Ministério da Fazenda e teria que abrir mão do cargo para assumi-lo. O vice-presidente Geraldo Alckmin ( PSB ) também é mencionado nos bastidores como possível nome para liderar a equipe econômica. Até o início deste ano, ele acumulava a vice-presidência com a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O atual ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira , não deve permanecer no cargo. A interlocutores, ele disse ter a intenção de apenas concluir o atual mandato. O mais cotado para o posto é o atual secretário de Imprensa do Planalto, Laércio Portela. Ele chegou a ocupar a Secom temporariamente nesta gestão petista.
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Considerado fundamental para a reeleição de Lula pela mobilização que capitaneou nas redes sociais, o deputado federal André Janones (Rede-MG) deverá ser contemplado de alguma forma, não necessariamente com a chefia de um ministério. Aliados do presidente avaliam que Janones terá, ao menos, acesso facilitado a Lula, possivelmente com a criação de uma nova estrutura para seu trabalho.
O grupo dos aliados mais importantes de Lula que perderam suas respectivas eleições tem políticos como Fernando Haddad (PT-SP), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Paulo Pimenta (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Simone Tebet (PSB-SP), Márcio França (PSB-SP), João Campos (PSB-PE), Eduardo Paes ( PSD -RJ), Carlos Fávaro (PSD-MT), Renan Filho ( MDB -AL) e Marina Silva (Rede-SP).