Resultados do 3º tri superam ligeiramente as projeções de analistas, apesar da pressão dos custos de combustível
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Londres | Reuters A Lufthansa reduziu nesta terça-feira (3) sua previsão de lucro para 2026, após estimar que os gastos com combustível de aviação chegarão a 9,3 bilhões de euros (R$ 57,1 bilhões) no ano. Os resultados do terceiro trimestre, porém, ficaram em linha com as expectativas do mercado, e as ações da companhia subiram.
Companhias aéreas europeias alertaram que a alta dos preços do combustível de aviação, provocada pela guerra no Irã, deve prejudicar suas perspectivas. As tarifas aéreas devem subir no próximo ano, à medida que contratos de proteção contra oscilações de preços (hedge) vencerem.
O analista Alex Irving, do Bernstein, afirmou que a resistência dos resultados trimestrais indica que o programa de reestruturação da Lufthansa pode estar começando a dar resultados, apesar do cenário adverso para os custos de combustível.
As ações da companhia subiam mais de 3% às 06:44 no horário de Brasília.
"Com o aumento das receitas, em meio à demanda consistentemente elevada e à rígida disciplina de custos, conseguimos compensar mais do que o aumento de aproximadamente meio bilhão de euros nos custos de combustível", afirmou o presidente-executivo da empresa, Carsten Spohr, em comunicado.
O grupo alemão informou que seus gastos totais com combustível para aviação aumentaram mais de 400 milhões de euros (R$ 2,46 bilhões) em relação ao ano passado. Em conversa com jornalistas, Spohr disse que a companhia ainda planeja proteger seus custos com combustível por meio de operações de hedge em 2027. Segundo ele, a empresa já tinha protegido 75% desses custos no primeiro semestre do ano.
A Lufthansa reduziu sua previsão de lucro operacional para o exercício de 2026, de uma faixa anterior de 1,7 bilhão de euros (R$ 10,44 bilhões) a 2,2 bilhões de euros (R$ 13,51 bilhões) para um intervalo entre 1,7 bilhão de euros (R$ 10,44 bilhões) e 2 bilhões de euros (R$ 12,29 bilhões).
A companhia também manteve a previsão de crescimento estável da capacidade ao longo do ano. No terceiro trimestre, registrou lucro operacional de 1,4 bilhão de euros (R$ 8,6 bilhões), período que costuma ser o mais rentável para as aéreas europeias por incluir o auge da temporada de verão no continente.
O resultado ficou acima da projeção média de 1,37 bilhão de euros (R$ 8,42 bilhões)compilada pela própria empresa com base nas estimativas de analistas.
O diretor financeiro da Lufthansa, Till Streichert, afirmou que o lucro operacional anual dependerá da demanda, dos custos de combustível e do desempenho da divisão de transporte de cargas da companhia, a Lufthansa Cargo, no quarto trimestre.
O grupo informou que observou demanda expressiva no segmento premium, tendência também identificada por outras grandes companhias aéreas com operações internacionais. O tráfego para a Ásia e a América do Norte também permaneceu forte.
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Além disso, os passageiros continuam fazendo reservas mais próximas da data da viagem, mas pagando tarifas mais altas, o que tem contribuído para a resistência dos resultados.
"O desempenho acima das expectativas no terceiro trimestre e a continuidade do bom ritmo no quarto devem levar a revisões positivas de um dígito baixo nas projeções", afirmou o analista Dudley Shanley, da Goodbody, em relatório.