Com 83,87 % das urnas apuradas, ele marca 52,20 % , frente aos 47,80 % registrados pelo atual governador Ricardo Ferraço ( MDB ), 63. O resultado confirma a dianteira do candidato do Republicanos, que quase ganhou a eleição em primeiro turno —Pazolini obteve 49,65% dos votos válidos em 4 de outubro.
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Para projetar a vitória de um candidato, o Datafolha acompanha os dados da apuração divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, por meio de um sistema próprio, faz a projeção do resultado considerando o agrupamento de eleitores por mesorregião e natureza do município em cada estado.
Quando há um número razoável de votos apurados nesses agrupamentos, é possível estimar que um candidato não poderá mais ser ultrapassado e, portanto, projetar sua vitória.
A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin de prorrogar por duas horas a votação em todo o país, emitida pouco após as 17h, causou confusão entre mesários e presidentes de seção. Em alguns locais do país, urnas já haviam sido encerradas e contabilizadas, com a impressão de boletins de urna. A prorrogação do horário é inédita no país.
Advogado, Pazolini já foi auditor do TCE-ES (Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo) e delegado da Polícia Civil antes de entrar para a política.
Ele foi eleito deputado estadual em 2018 e, em 2020, conquistou a Prefeitura de Vitória, cargo para o qual foi reeleito ainda em primeiro turno em 2024, com 56,22% dos votos válidos.
Ao longo da campanha, o governador eleito se associou ao PL , partido de sua vice-governadora Eliane Leal, e recebeu o apoio do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), com quem dividiu palanque no Bloco do 22 realizado na praia de Camburi, em Vitória, no último sábado (17).
O ato contou com a participação de outros nomes alinhados ao bolsonarismo nacional, como o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) e os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP), eleito neste ano.
O candidato ficou conhecido durante a pandemia de Covid-19 como um dos políticos que, em 2020, entraram no Hospital Estadual Dório Silva, na região metropolitana de Vitória , após estímulo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que apoiadores filmassem os leitos de emergência de hospitais públicos e de campanha.
À época, Renato Casagrande (PSB), então governador do Espírito Santo, classificou o ato como uma invasão. "A atitude intempestiva dos invasores colocou em risco pacientes e servidores", chegou a afirmar a pasta de saúde do estado em um comunicado oficial.