Oponentes do primeiro-ministro Binyamin Netanyahu acusam-no de falhar na proteção do país . Nisso, pesam as acusações feitas pela imprensa. A mais impactante foi a do livro "Sequestrados: 843 Dias de Abandono" (tradução livre), de Shlomi Eldar e Ruth Yuval. Na obra, disponível apenas em hebraico por enquanto, os dois jornalistas afirmam que Netanyahu havia sido alertado sobre os planos do Hamas de atacar Israel , mas não agiu.
O premiê nega as acusações e está processando diversos veículos de imprensa israelenses e jornalistas, incluindo Eldar, por divulgarem a denúncia. O primeiro-ministro diz que se trata de uma "calúnia" com fins eleitorais.
Segundo o livro, Netanyahu recebeu um telefonema de Mohammed bin Zayed no fim de setembro de 2023. O presidente dos Emirados Árabes Unidos o alertou de que o Hamas preparava uma grande operação militar. Netanyahu o tranquilizou e disse estar preparado para qualquer ataque.
Cerca de dez dias depois, em 7 de outubro, combatentes liderados pelo grupo terrorista Hamas invadiram Israel , mataram 1.200 pessoas e sequestraram 251. Foi o ataque mais letal da história do país. Israel deflagrou, na sequência, uma campanha militar contra Gaza que matou mais de 75 mil palestinos.