"Parabenizo o presidente Lula pela sua vitória. A Bolívia e o Brasil são países vizinhos e irmãos, unidos por uma história e desafios comuns. Continuaremos trabalhando juntos para fortalecer nossa relação e gerar mais oportunidades para nossas nações", afirmou em sua conta no X o presidente de direita Rodrigo Paz.
No mesmo campo político do boliviano, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, disse, na mesma rede social: "Parabéns, Lula, pela sua eleição como presidente do Brasil. Saúdo o povo brasileiro por esta grande jornada democrática. O Paraguai e o Brasil compartilham uma agenda comum de integração e desenvolvimento. Continuaremos trabalhando juntos pelo bem-estar do nosso povo".
O presidente do Chile, José Antonio Kast, disse ter ligado para o petista para parabenizá-lo. "O Chile e o Brasil têm um grande futuro em comum, e continuaremos trabalhando em uma agenda que fortaleça as relações entre nossos países, com foco na integração econômica e no combate ao crime organizado na região", escreveu, também no X.
Paz, Peña e Kast são três políticos que, embora alinhados ao que vem sendo chamado de "onda azul" na região, mantém uma boa relação com o petista.
Paz visitou o Brasil em março, quatro meses após sua posse, e recebeu apoio do governo Lula durante a crise econômica e política vivida no país em maio deste ano.
O segundo, cuja gestão entrou em atrito com a do Brasil após uma fala do petista sobre a Guerra do Paraguai em julho, tentou não estender a tensão. "O que menos queremos é que eles pensem que pretendemos interferir nas eleições", afirmou o vice-presidente Pedro Alliana na ocasião.
O terceiro teve dois encontros com Lula até agora em cúpulas de órgãos multilateriais. Após um deles, o chileno afirmou a jornalistas que "cada um busca o melhor para seus compatriotas, além de qualquer diferença ideológica".
Trata-se de um postura diferente da que vem adotando nomes como Milei, presidente da Argentina . O ultraliberal, que tem um histórico de ofensas a Lula, chamou o presidente brasileiro de "lixo socialista" no lançamento da candidatura do senador em São Paulo, no final de julho —uma crise que semanas depois desembocou no inédito rebaixamento das relações entre os dois países.