Ele disse à Folha que reunirá a bancada do partido na próxima semana para decidir se apoiam a reeleição do atual presidente da Câmara, Hugo Motta ( Republicanos -PB), ou se buscam outro candidato. O PL elegeu 121 deputados, o maior partido da Casa, e trabalhava contra a candidatura de Motta.
"Eu sempre falei que seria presidente da Câmara se o Flávio ganhasse. Não tenho interesse em ser candidato com Lula ", afirmou. "Na próxima semana vamos nos reunir com a bancada e decidir", completou.
Além de Sóstenes, o deputado Altineu Cortês (PL-RJ), vice-presidente da Câmara, atuava dentro do partido para sair candidato em caso de vitória de Flávio. A reportagem não conseguiu contato com ele nesta segunda (26). Ele articulava também para ocupar uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União).
A desistência de Sóstenes aumenta ainda mais o favoritismo de Motta, que já reuniu o apoio de dez partidos do centrão , como PP , Republicanos, União Brasil, PSD, Podemos e MDB, além de siglas de esquerda, como PDT, PSB e PV.
Esse movimento dos partidos de centro e de esquerda busca isolar o PL diante do favoritismo de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno da eleição presidencial na frente. Na segunda etapa da campanha, porém, ele perdeu para o presidente Lula ( PT ).
Apesar disso, o presidente da Câmara não tem descartado receber o apoio do PL, e diz querer construir uma candidatura que unifique novamente a Casa.
Motta irá atrás também dos apoios individuais dos deputados, após consolidar uma chapa com a maioria dos grandes partidos. Uma série de reuniões ocorrerá nos próximos dias com os novos eleitos.